quarta-feira, 30 de maio de 2012

Boa Noite


Um sonho
Dois sonhos
Por noites subsequentes
Você esteve presente

Como se Morfeu
O bom e carinhoso Morfeu
Me abraçasse
Em forma de você

Você,
Que não me deixa saber
O que quer mesmo dizer
Por trás de seus miúdos olhos pretos

E assim, me deixa bailar
Na realidade de poder
Fechar os olhos e
Te encontrar

Boa noite!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O menino de 30 e um


“Balzaquiou”
Há um ano

Mal sabia,
Do termo
Aquele pelo qual Balzac ficou conhecido

Mal sabia,
Que lá pelos 30, viveria
O novo 20, mais maduro

Mal sabia,
Que lá pelos 30, comemoraria
Conquistas de uma longa peleja

Mal sabia,
Que lá pelos 30, dançaria
Meteoro da paixão, Use Somebody

Mal sabia,
Que lá pelos 30, inspiraria
Amizades, de cores vibrantes

Mal sabia,
Que lá pelos 30, implicaria
Com mais cabelos no ralo

Mal sabia,
Que lá pelos 30, cairia
Bem, numa roupa de palhaço

Mal sabia,
Que lá pelos 30, provocaria
Suspiros em suas linhas de soneto

Mal sabia,
Que lá pelos 30, sentiria
Dor e amor, numa só cor

Mal sabia,
Que lá pelos 30, sorriria
Como o menino de 10

...

Mal sabia,
Que lá pelos 30, seria
Boy Magia

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Everybody lies and everybody dies



Vou te falar… essas semanas que antecederam ao evento final de House não foram nada fáceis. As coisas complicaram até no contexto fora dos seriados em que acompanho. Mas isso não vem ao caso. Após o anúncio de que essa 8ª temporada seria a última, um misto de conformismo e tristeza encarou o fato.


Uma série que revolucionou o conceito de protagonista e nos trouxe um dos personagens mais amados de todos os tempos não poderia sair por baixo e depois da queda de audiência e aumento de críticas negativas com o início da 8ª temporada e, pra mim, a saída de Lisa Edelstein, o caminho era mesmo o fim, antes que House M.D. fosse vista como uma série comum.

Por outro lado, eu não estava nem aí para as críticas! Continuaria assistindo House por décadas. Sim, com a mesma fórmula a cada episódio. Pois Gregory House é genial por si só! Daí o misto de “beleza, tem que acabar” com o “poxa vida, porque vai acabar? House conseguiria manter o nível de suas tramoias, ironias, mentiras, cafajestice e genialidade por anos”. Mas enfim, no mundo há interesses que vão muito além de minhas vontades...

SPOILERS

terça-feira, 8 de maio de 2012

Era uma vez...


O “mundo real” está tão impregnado em nossas veias que dificilmente os sonhadores têm vez. É tudo tão pra ontem que sonhar parece até perda de tempo. Quando você acredita e espera por um futuro melhor, por um dia melhor, as pessoas geralmente te olham com desdém “ah, que sonhador”. Mas, vou contar um segredo: sonhos se realizam!

Ontem, eu presenciei realizações de sonhos... talvez, nenhum meu. Mas, o que importa mesmo é que eles se realizam... todos os dias....

Rua Oscar Freire, uma das ruas mais luxuosas e estilosas de São Paulo. Até o ar é diferente. As pessoas que andam por ali expõem toda sua personalidade e estilo de vida em roupas, acessórios... carros, uma infinidade de status de vida circulando por uma das regiões mais legais da cidade, todo mundo ali é tão cool e não dá a mínima pra isso! Por isso mesmo, um grupo de pessoas, em sua maioria, meninas adolescentes sem roupas extravagantes, começou a chamar atenção em frente ao Hotel Emiliano.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O encanto do Bumblebee

No feriado de 1 de maio presenciei uma situação muito interessante, que de começo foi engraçado de ver e depois se tornou um desespero. Como uma boa paulistana, feriado, adivinha onde eu estava? Sim, no shopping! E para variar estava um caos, tanto para entrar como para ir embora.

Na volta resolvi sair pelo lado de trás do shopping, acreditando que somente eu conhecesse aquela saída! Tsc, tsc, tsc, claro! Bom, adivinha o que tinha no meu caminho? Sim, mais trânsito.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Faz de conta


Faz de conta...

Que teus pensamentos
Procuram me decifrar
Que o teu olhar
Só quer a mim enxergar

Que as tuas palavras
São para me agradar
Que a tua melodia
Busca a mim confortar

Que os teus gestos
São para me alcançar
Que a tua procura
Cessou ao me encontrar

...

Faz de conta
Que
O que você quer mesmo é
Me amar

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Satisfeito? Nunca!

Que droga, tá chovendo”.
“Que calor insuportável”.
“Que frio! Não vejo a hora do verão chegar”.
“... o que precisava mesmo era chover...” e blá, blá...

Isso pode ser falado por apenas uma pessoa. Será que é uma necessidade biológica reclamar tanto da vida? Hum...

O comportamento humano é muito interessante. Se está empregado reclama do emprego, dizendo que está cansado, não suporta os colegas ou então o bendito chefe. Se está desempregado... O desespero e a depressão tomam conta.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Príncipe Encantado versus Homem Real


Vou basear esse texto em um de meus personagens favoritos de Once Upon a Time, James – Príncipe Encantado/David -, mais uma série na qual me vicei em 2012. Para quem ainda não conhece, já fica aqui minha recomendação e uma pincelada da trama.

Todos lembram-se da Rainha Má da Branca de Neve? Aquela que queria ser a mais bela de todo o reino, mas foi avisada pelo espelho de que perdia para sua linda enteada... Once Upon a Time, baseia-se, em sua trama principal, na fixação da rainha por Branca de Neve. A madrasta mega evil, resolve acabar com o final feliz de Branca, e junto com o dela, o de todos os personagens dos contos de fada. Mas, como? Simples... a Rainha, ao lado de Rumpelstiltskin (difícil escrever – por isso o chamo de Rumpels) criou uma maldição, na qual todos os personagens perderiam seu final feliz, indo ao mundo real, ou seja, aqui, onde vivemos sem o final feliz.

Sente o drama, todos aqueles fofos jogados numa cidadezinha, Storybrooke, do mundo real. E sem ter a mínima ideia de quem são, verdadeiramente. Mas, não se desespere, sempre há um jeito de quebrar a maldição! Emma, filha de Branca e seu príncipe encantado (charming lindo) James, foi enviada ao mundo real, antes mesmo dos outros personagens, e é ela que tem o poder de quebrar a maldição, pena que ela nem sabe...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Macho Alfa - da perspectiva Khal Drogo

Discussões sobre as mudanças no comportamento da sociedade, fervilham, ao menos em minha cabeça.  Tudo está em constante mudança, nisso concordo com Grey’s Anatomy e discordo de House (people don’t change – pessoas não mudam). Desde a sua formação, no ventre de sua mãe, quantas mudanças você pode contar? Enfim, se as pessoas mudam, a mudança da sociedade é consequência. O que mais me “incomoda” é analisar as mudanças do papel do homem e da mulher. No século XX isso mudou rapidamente, de uma mulher submissa fomos apresentados a uma mulher poderosa, auto suficiente ... de um homem autoritário, fomos apresentados ao metrossexual.

Não vou entrar no mérito – não nesse texto – das mudanças em si. Mas, o que tenho observado é como essas mudanças podem influenciar no relacionamento, homem/mulher. Se um dia a mulher foi criada para ser ótima esposa, saber cuidar do lar e filhos, hoje a mulher é quem mais estuda, esforçando-se para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, ainda machista, onde homens e mulheres, com a mesma função e qualificação, ganham salários diferentes. Homens já foram criados para ser o mantenedor do lar, não deixar faltar ... hoje, dividem esse “fardo” com a mulher. Mas, só esse. Pois é a mulher que acumula tarefas... filhos, pagar contas, escolher a decoração nova, fazer a janta... (Há exceções, claro que há)...

Sinto que tá “todo mundo” procurando um alguém pra sempre, mas ninguém quer assumir o risco de ficar com esse alguém pra sempre. Afinal, hoje, há tantas possibilidades... tantas pessoas que posso conhecer, quem me garante que só uma me fará feliz? E, agora que a expectativa de vida cresceu um pouquinho...sou muito novo ainda... há tempo para experimentar... (sem julgamentos [?] rs).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

STF julga liberação de aborto em feto sem cérebro

Esse tema só veio a meu conhecimento ontem, ao ler a coluna semanal da excelente Eliane Brum, no site da Época. Gosto muito dos textos da Eliane, que do jornalismo literário, talvez o que mais enxergo neles é a capacidade de levar a uma compreensão de um fato e não mera explicação, como o jornalismo cotidiano se habituou a fazer.

Lendo a coluna, fui apresentada ao ponto de vista da autora, claro, mas também, fui apresentada a uma mulher. Severina. Lá do sertão. Mulher simples, vivendo sua vida com a família, quando o baque de ter um neném sem cérebro dentro dela, os atinge. Ao compreender que esse bebê não tinha como sobreviver, opta pelo aborto, lá em 2004. Um dia antes de fazer o aborto, o STF lhe nega essa direito. Começa assim a peregrinação de Severina.

Fui fortemente tocada por sua história. Severina carregou o filho na barriga, como um fardo. Tenho certeza de que o lado psicológico dessa mulher foi torturado. Imagino aqui de longe, quantos “por quês” ela levantou a Deus. Como torceu por uma esperança vã, de que seu filho pudesse superar a falta de cérebro e esperou um milagre da reconstrução de sua cabecinha. “Eu sinto o coração dele bater, mas ele não se mexe”, disse Severina. Por instantes do documentário, eu senti a dor de Severina.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gosto de beijo

Tem beijo
Com gosto de desejo
Gosto de surpresa
Gosto de saudade

Tem beijo
Gosto de bala de hortelã
Gosto de paçoca
Gosto de leite condensado

Tem beijo
Gelado, com gosto de sorvete
Ou açaí

Tem beijo
Quente!

Tem beijo
Com gosto de amargura
Gosto de despedida
Gosto de travessura

Tem beijo
Com gosto de fome
Gosto de chiclete
Gosto de acordar
...
E tem beijo
Com gosto de cebola
Hmm aquele gostinho ácido
Que se torna doce no fim

Taí, beijo com gosto de cebola
Um de meus preferidos

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dia chuvoso


Dia chuvoso, o menino olha na janela, as gotas batem, fazem um barulho engraçado, mas o que é mesmo bonito é ver as gotas no vidro, como que se o vidro estivesse chorando, diante do tédio, o menino ajeita a touca cinza na cabeça e prossegue contando as lágrimas da janela.

Olha pra cima, nenhum sinal de vida, tudo nublado. Dias nublados são cansativos, vagarosos, penosos. Respira fundo, coração apertado, parece mesmo tudo cinza. A pele branca parece brilhar em dias como esse, puxa as mangas do moletom.

Ajeita-se debaixo do edredom, no sofá surrado, olha a TV em sua frente, brilhos esmaltados. Seus olhos azuis doem ao sair do cinza para as cores de um desenho. Aventuras repetidas, mais uma vez a mesma cena, que infância!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tum tum tum

É um tum tum tum

Descompassado
Tá apertado
Difícil respirar

Tum tum tum
Dessa vez
Você nem é o culpado

Fui eu quem acreditou
Uma vez mais
Tum tum tum

Peito apertado
Sono desregulado
Tum tum tum

Sofro mais uma vez
E a culpa é minha
Tum tum tum

Quando não mais acreditar
O que você fará?

terça-feira, 27 de março de 2012

Não posso...quero!

E quem disse que posso?
E esse não poder
Parece que aumenta o querer

E eu quero!
Os teus olhos só em mim
Tuas mãos em minha pele
Tua boca em mim
Mas você só me repele

Mas, eu quero!
Ser objeto de teu riso
Ouvir teu coração impreciso
Me dizendo o que preciso
Ah...esse teu sorriso

Me faz querer
Ser assim, tua ... sem motivo!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da Poesia

Quem escreve despeja
Tudo assim na mesa
Mas, não entrega de bandeja

E o escrito, como fica?
Se não entende bem o que significa

Vai ler cada letra
Que formam a palavra
Que fica assim rimada
Em versos

De amor
De dor
Amizade
Alegria
Desespero

A verdade é que o poeta,
Tem um certo destempero

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher


Mulher está sempre correndo...
Porque está atrasada ou ansiosa
Mulher sempre carrega algum peso...
Pode ser uma bolsa, o filho no colo ou um sentimento
Mulher sorri...
Por estar feliz ou para fazer alguém feliz
Mulher chora...
De alegria, de tristeza ou de “não sei por quê”
Mulher luta...
Contra balança, pelos amigos, pela família
Mulher dirige...
O carro, a vida e porque não...o fogão?
Mulher se equilibra...
No salto e entre suas tarefas
Mulher odeia...
Aqueles dois quilinhos, aquele guarda-roupa “vazio” ou aquela injustiça
Mulher ama...
Amar e ser amada!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Top 10. 1 - Homens contemporâneos que admiramos

A versatilidade de Hugh Laurie


Finalmente chegou a vez do inspirador de todo esse Top 10 do Chá. Sim, sentada em um ônibus lendo “O vendedor de armas” e babando pela inteligência do personagem Thomas Lang, babei ainda mais por Hugh Laurie, o cara que é um puta ator, um músico excelente e agora, descobrira eu, um escritor muito inteligente. As linhas e frases do livro embaçaram e eu já via o Chá das Cinco cheio de textos de homens admirados por suas escritoras. Portanto, por ser a inspiração “mór” do Top 10 – Homens Contemporâneos que admiramos, falemos de Hugh Laurie.

Claro que, a maioria das pessoas que conhece o Hugh é por meio de seu maior sucesso na televisão americana: Gregory House, o médico genial, ranzinza, sarcástico, incrédulo, irônico e por aí vai... em House M.D, uma das séries de maior sucesso mundial. Não entrarei no âmbito de House, um de meus personagens favoritos, mas foi assistindo a série que conheci Hugh, o ator que é ousado o suficiente para gravar um teste para TV dentro de um banheiro na África.

James Hugh Calum Laurie é britânico, o que ninguém diz se só o assistir em House, já que ele faz um sotaque americano perfeito. E olha, ele me fez parar de não gostar do sotaque britânico, porque nele há um charme todo especial. Ele é formado em Antropologia e Arqueologia pela faculdade de Selwyn, Universidade de Cambridge. Ele é casado (uma pena, pois casaria fácil com ele) e tem três filhos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Top 10.2 - Homens Contemporâneos que admiramos

O homem que, para muitos, é Mito



Não achei que seria tão difícil assim escrever esse texto, afinal, quanto mais você admira alguém mais fácil flui um texto sobre ele, certo? Pode até ser, mas você também precisa de tempo. E nesses tempos que o tempo é escasso, dou inicio ao texto de um homem que marcou o meu tempo.

Lá nos idos de 1973, em Pato Branco, no Paraná, em 22 de janeiro, nascia o filho caçula do casal Eurydes e Hertha: Rogério, que cresceu ao lado de três irmãos: Rosicler, Rudimar e Ronaldo. Mudou-se com a família em 1985 para Sinop, interior do Mato Grosso. Envolvido desde pequeno com esportes, como tênis e vôlei, o futebol também faz parte de sua vida, ele jogava como volante (camisa 5), no time do Banco do Brasil, no qual trabalhou dos 13 aos 17 anos.

Até que um dia, aquela coisinha que muda destinos aconteceu, o goleiro do time, que coincidentemente era o chefe de Rogério, não foi jogar. Por ser o mais novo do time, o futuro capitão são-paulino foi para o gol. Em 1990, surgiu o convite da equipe do Sinop Futebol Clube, onde ele já havia feito teste, para ser o terceiro goleiro da equipe, reserva de um dos goleiros da equipe. Como ainda trabalhava no Banco do Brasil, Rogério conciliava os treinamentos com o emprego e os estudos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

10.3 Homens contemporâneos que admiramos

Um piano, uma vida

Esta semana ele deve estar muito feliz com a volta da Associação Portuguesa de Desporto a série A do Campeonato Brasileiro. Nasceu em 1940, é um belo e maravilhoso exemplo de superação. Dono de uma voz rouca, porém forte, uma dedicação incrível e, para ele o que tiver que ser dito ou feito, é para ser feito. Não mede palavras com ninguém, até politico já passou por “saia justa” com ele, mas isso já é outra história!

Um maestro chamado João Carlos Granda da Silva Martins, é completamente apaixonado pela música. Iniciou aos 8 anos os seus estudos. Seu pai lhe comprou um piano e João Carlos teve como a primeira mestra Aida de Vuono. Participou de um
concurso para executar a obra de Johann Sebastian Bach, o pequeno garoto venceu a sua primeira de muitas competições. Começou a estudar no Liceu Pasteur, e aos 11 anos o piano fazia parte de sua vida, eram 6 horas diárias de muito estudo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Top 10. 4 – Homens contemporâneos que admiramos

Gay Talese: O gênio da escrita

Posso dizer que o homem admirável da vez é uma inspiração. Daquelas pessoas que você admira e vê quão longe está do idealizado, mas sem frustrações, gênios são poucos e Gay Talese com certeza é um deles.

Sabemos (nós jornalistas), que antes mesmo de escrever é preciso observar e talvez seja na arte da observação que Talese faz sua mágica. Como disse Cassiano Elek Machado em um artigo da Folha de São Paulo: Gay Talese fazendo reportagens é Picasso com suas tintas, Ferrari de tanque cheio --só que melhor.

Fui apresentada a Talese na faculdade, não lembro se peguei “O Reino e o Poder” na biblioteca antes ou depois da aula de Renata Carraro. Só sei que ali conheci o jornalismo literário e caramba, que alegria. Antes de finalmente optar por jornalismo, quase fiz Letras por conta da Literatura e agora o jornalismo se unia com a literatura bem na minha frente (ok, isso aconteceu faz tempo – mas pra mim foi naquele momento). E pronto, posso me realizar sendo jornalista e escritora.