terça-feira, 14 de maio de 2013

Meias palavras


Era assim
Mãos dadas
Durante as caminhadas
Onde não cabiam palavras


É assim
Um digitar
De meias palavras
Onde não se diz nada!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Minhas cinco personagens femininas prediletas em seriados

Confesso que demorei para pensar essa lista. Primeiro achei que não conseguiria achar cinco personagens femininas marcantes, porque eu sempre me apego mais aos masculinos (vai entender essa minha carência rs), mas depois que fui fazendo a lista mental de series, cheguei em Grey’s Anatomy daí surgiram ao menos três que vale a pena citar, aí complicou. A peneira foi difícil, mas eis que surgiram as cinco mulheres que mais chamam (chamaram) minha atenção em seriados.

Monica Geller



I Know! Eu tinha que citar uma personagem de meu seriado predileto. E tendo em vista as opções, só poderia ser minha querida "Harmomica". A caçula dos Geller tem mania de limpeza (mas até que guardava uma baguncinha no armário) e é super competitiva, ou seja, não tem nada a ver comigo, deve ser por isso que a acho tão engraçada. Afinal, ela colocou um peru na cabeça e fez A dancinha. Passou por seus dramas até se encontrar profissionalmente e no amor. Olha que sonho, casou com o melhor amigo e não conseguindo engravidar, adotou gêmeos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cuide bem … seja quem for…


"Se cada um cuidasse da sua vida…"

Ok, é um pensamento válido na atual conjuntura (queria usar essa palavra, rs) da sociedade.

Mas, se cuidássemos uns dos outros, usando o sentido "correto" da palavra cuidar*, será que não daria mais certo?

Porque, acho que não estamos acertando, não é mesmo?

Enfim, pensamentos…

*cuidar, segundo uma das definições do dicionário: Ter cuidado em;

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vivi Haydu: imigrante, filha, esposa, modelo, executiva, mãe, editora, avó - a trajetória de uma mulher (in)comum


A fuga do Egito

Esta pode parecer uma história comum ao povo judeu...

Há pouco independente, em 1956, o Egito via-se em meio a um conflito com Israel  - apoiado por França e Reino Unido - em razão da nacionalização do canal de Suez, feita pelo presidente Gamal Abdel Nasser. A guerra propriamente dita durou uma semana, pois houve ameaça de intervenção soviética apoiando o Egito e assim os Estados Unidos resolveram acalmar os ânimos. Em meio a Guerra Fria, os americanos não queriam lidar com mais um problema. Acontece que, se a batalha durou pouco tempo, suas consequências se alongaram por muitas décadas na vida da família Braunstein.

As ações nacionalistas de Nasser mexeram com o povo que compunha o país. Querendo manter o território apenas com legítimos estrangeiros (muçulmanos), o presidente expulsou centenas de egípcios de outras nacionalidades. Inclusive o economista Mauricio Braunstein, que trabalhava no jornal da revolução ao lado do próprio Nasser e Sadat - que mais tarde viria a ser presidente. Com nacionalidade espanhola herdada dos avós, Mauricio conseguiu rapidamente a ordem de expulsão e junto das duas filhas, esposa e um irmão, entrou na primeira lista e teve sete dias para sair do país.

Aos sete anos, sete dias

A menina esguia de olhos azuis piscina observava a mãe se desfazer das joias da família, com olhar firme e resignado de mulher forte. Aos sete anos, a caçula Clementina Aviva Braunstein, apelidada de Vivi, enfrentava a primeira reviravolta na vida, deveria sair do país em sete dias, até hoje não sabe ao certo se era por seus familiares serem judeus ou por terem nacionalidade espanhola. Poderiam levar uma pequena mala e roupa do corpo, nada além. As joias, dinheiro e outros bens, ficaram com o consulado espanhol. Fluente em francês e italiano, a família surpreendeu-se ao saber que iriam para América do Sul. 

- A escolha de Brasil foi aleatória. Quando meu pai foi comprar passagem , a gente achava que a opção seria ou França ou Itália, mas ele escolheu Brasil porque na fila todo mundo falava que era o país do futuro.

O constrangimento de fugir era ainda maior por conta do raio-x que tinham de passar antes do embarque no navio. Era para saber se não haviam engolido joias ou escondido algo nos cabelos. "Meio deprimente".

O roteiro da embarcação passava pela Suíça, onde Mauricio recebeu uma carta do antigo companheiro Nasser, pedindo seu retorno. Com orgulho ferido recusou-se a voltar e isso para sempre.

- Ele disse "não volto nem agora, nem nunca mais". Ele nunca voltou e nem me deixou voltar, apesar de mais tarde eu ter trabalhado próximo ao Egito, nunca voltei.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meus cinco casais prediletos em seriados


Richard e Monica

Pra começar, foi a separação mais difícil que já enfrentei! Quando Monica, naquela fase já achando que iria ficar sozinha no mundo, (re)descobre Richard, o amigo gatão e charmoso de seu pai, as coisas pareciam que estavam resolvidas no campo amoroso. Ele era admirado por seus amigos, os pais dela, primeiro acharam estranho, mas depois aceitaram numa boa, experiente, educado… o coroa perfeito, oras. Mas o problema veio logo por conta da diferença de idade, na verdade, diferença na perspectiva de vida. Richard já havia construído família, Monica queria uma e daí… a cena de rompimento mais triste ever! Eles se amavam, mas não tinham os mesmos objetivos, ponto final.
(Sim, Monica e Chandler conseguiram ser mais perfeitos)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A sociedade realmente muda? Inspirado em “Na pior em Paris e Londres” de George Orwell


Estou terminando de ler o livro do genial George Orwell, e estou apaixonada por esta leitura. Do autor, só havia lido “A revolução dos bichos”, meio que obrigada em algum ponto da faculdade. Não lembro de ter gostado tanto assim, alias, vou reler, porque não deveria estar pronta pra tamanha perspicácia. Enfim, o fato é que o “Na pior…” é um livro muito bem escrito, cheio de ironias e fortes indagações sociais.

Escrito em 1928 por Orwell, o livro retrata a pobreza bem de perto. Um jovem professor de inglês  em Paris, perde seus alunos e com isso sua pouca renda. À procura do sustento, penhora suas roupas e arruma trabalhos “escravos” nos restaurantes de Paris. Quando vai a Londres, com uma promessa de emprego, as coisas mudam e agora, ele está duro na terra da rainha. Perambulando pelas ruas, de albergue em albergue, convive de perto com os mendigos, vivendo de forma miserável.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Das coisas mutáveis da vida


Aos poucos
Vai se despedaçando
As opiniões
Esgarçando

A bela imagem
Tornou-se fotografia envelhecida
Agora é paisagem
Sem as profundezas da vida

O tempo transfomou-lhe
De raro a raso

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Troca de olhares


Desejou ela enxergar-se
Por meio dos olhos dele

E para ele,
Suas escolhas são ousadias
Suas vontades são expressas
Seus pensamentos são sonhos possíveis
Seus versos são romantismo
Seu vocabulário, engajado
Sua manha, pedido de colo

E tudo isso nela,
Ele enxergou
Trouxe o espelho
E a ela, mostrou

domingo, 30 de dezembro de 2012

Não busque o "pra sempre"


Isso mesmo. Não faça de sua jornada uma aventura pelo "pra sempre". Se me conhece você vai começar a pensar "ah, logo você, a menina que acredita em contos de fada". É verdade, eu acredito, mas se 2012 me ensinou alguma coisa foi que se há algum malefício em acreditar em conto de fada não é o "felizes", mas pode ser sim o "pra sempre".

Fazendo minha introspectiva 2012, um ano bem complicado, percebi quanta oportunidade perdi por ter como meta o pra sempre. Isso envolve chance de um emprego melhor e até mesmo o lado amoroso da vida.

Na hora que ia pesar os pesares era importante se ia durar, se era seguro. Poxa vida, como estar prestes a pular de um avião e ficar se perguntando se haveria chão.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Hoje

O hoje é meu desafio
A mente a vaguear sempre 
E desconfio

Que o hoje não vivo
O retardo do ontem
O falível amanhã

Perambulando por essas pontes
Fico sem
O presente 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Loucos em série

Amigos reunidos em um café conversam descontraidamente sobre o próximo encontro amoroso de uma das mulheres do grupo. “Mas ele só pode ter algum problema”, brinca o rapaz de jaqueta de couro preta e cabelo liso, escorrido na testa, sobre o suposto par da amiga. “Não é um encontro”, trata logo de afirmar a garota de cabelos volumosos, na altura dos ombros e jaqueta amarela. Dentre as provocações habituais que esse tipo de assunto traz a um grupo de amigos, de uma hora para outra, o assunto se volta ao sonho da noite anterior de um deles. “Eu estava lá, no meio do colégio e eu percebi que estava completamente pelado. Olhei para baixo e vi que tinha um telefone lá... ao invés do... De repente, o telefone começou a tocar, eu atendi e era minha mãe, o que é muito, muito esquisito, porque ela nunca me liga!”. Boquiabertos com o sonho do engraçadinho, eles não parecem notar a entrada de mais um de seus amigos.

O rapaz de casaco azul se junta ao grupo com uma expressão triste e fala pesada. O assunto torna-se mais sério, o divórcio do próprio, que aos 26 anos vê-se em uma situação inusitada, a esposa saiu de casa para juntar-se a outra mulher. 

- Calma gente, eu quero que ela seja bem feliz.
- Não quer não! - Afirma a moça de jaqueta amarela
- Não quero mesmo, ela que vá para o inferno, ela me deixou! 
- E você não sabia que ela era lésbica? - Ironiza o de jaqueta preta.
- Não! Por que todo mundo está com fixação nesse detalhe? Ela não sabia, como é que eu poderia saber? - Argumenta indignado.
- Fica calmo. Você está chateado, com raiva, sabe qual é a solução? Striptease! Você está solteiro! - Comemora o de jaqueta de couro.
- Eu não quero estar solteiro. Eu só queria ser casado de novo!
Neste momento, uma moça loira, com um vestido de noiva bufante entra correndo no café. Ela parece procurar por alguém.
- E eu só queria ficar milionário! - Brinca o rapaz do sonho.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pouso em São Paulo



Do alto, São Paulo revela-se um suntuoso mar de prédios e é só chegar em sua terra para sentir-se agitado e urgentemente alarmado.

O trem de pouso toca o chão com força e os freios do potente avião são obrigados a refugar o instinto da grande nave de voar.

Assim que a aeronave estaciona, homens de camisas e ternos listrados levantam-se empunhando seus smartphones, ávidos por fecharem grandes negócios e sentirem-se tão imponentes quanto a cidade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vou Te Amar


Cansei de lutar
E decidi, vou te amar
Para isso não preciso parar
Sofrer ou chorar

Viverei
E a cada novo espetáculo
Do teatro, da lua, da vida
Estará reservado o seu lugar

Vou te amar
Até ser feliz
Até o vento parar de soprar
Até a morte me calar

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Meus cinco personagens masculinos prediletos em seriados

Não há como negar que muitas vezes acompanho um seriado por conta de um ótimo personagem. Ele se destaca, me conquista e acaba tornando-se referência na hora de torcer por essa ou aquela história.Foi difícil selecionar cinco personagens, afinal tantos já passaram por minha vida, me fazendo rir, refletir e até chorar. Sei bem que eles são trunfos de seus roteiristas, mas os atores também têm grande mérito. Portanto,  lá se vai a lista:

Tyrion Lannister

Empatia. Ele quase não entra na lista, estava concorrendo fortemente com Phill Dunphy (Modern Family), mas usando o critério de "me fazer acompanhar a série pra saber de sua história", ele ganhou.  O "half man" é astucioso e único Lannister admirável, sem ele, aquele reino iria estar ainda mais perdido. Irônico e inteligente, Tyrion tem uma queda por prostitutas, talvez sua maior fraqueza.  Já falei muito mais dele em um artigo específico - http://nosso-cha.blogspot.com.br/2012/06/astucia-da-perspectiva-tyrion-lannister.html

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vida após a morte



Pela última vez o coração bate no peito do jovem rapaz. Tum.... Tum... Tum... O coração ainda pulsando é retirado do aconchegante peito por mãos de luvas siliconadas.Colocado em uma caixa gelada, sente falta do calor do jovem. Por que será que me retiraram de lá? - pergunta-se o coração assustado.

Estão balançando-me demais, pensa. Do lado de fora, no alto do prédio, a mulher espera por um helicóptero que já se aproxima. Não há muito tempo, é preciso fazer valer a pena esse ato de carinho em meio a tamanha dor. Esquece por um momento seu medo de voar e lá do alto contempla o cinza da cidade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Abraço


Um abraço apertado
Tem o poder de remexer
O armário empoeirado
E fazer escorrer

A lágrima
De um peito angustiado
E fazer assim renascer
Sonhos outrora guardados

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jovem Idealista


Eu gostava mesmo

Daquele jovem idealista
A barba crescida
Camiseta de Cuba
Roupa sem marca

Pois bem,
Ele deve ser
Só mais um de seus personagens
Que você cansou de interpretar

Você é como um vício
Como se eu estivesse que ir ao AA
E gera uma efervescência
De viver pra te encontrar

A verdade é
Que eu te deixei voar
Mas vivo esperando
Você voltar

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um homem e uma flor


A pele escura encardida
A roupa já suja da vida
De um lado a outro ia
Sem medida

Nas mãos um vaso
Do qual saía uma flor,
Artificial como o cigarro
Que na boca queimava
E a barba amarelava

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Qual é a cor?


Na pele o vento cortante
Um frio desconcertante
Pisa o asfalto
Nada aconchegante

O cinza ao redor
Mistura-se com sua dor
Remexe o interior
Procura o calor

Um raio de sol
Amarelou
Clareou
Qual é a cor?

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Não é amor

As perguntas que penso em fazer
Das respostas nem quero saber
Eu queria mesmo dizer
Eu amo você

Mas nem sei por quê
Pois, de você nem quero saber
Não é mais nem uma dor
Gosto mesmo é do teu calor

Em teus braços, estou
De corpo
E alma?
Onde mesmo foi que ela pousou?

Você me habitou, transformou
E voou
Nunca foi meu desejo dizer:
Mas acho mesmo que acabou!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Somos Iguais


Um conceito simples, mas tão complicado de praticar. Somos iguais. Estamos conectados pela existência no planeta que nos abriga e assimila nossas escolhas e movimentos. Tudo o que eu fiz, faço, farei vai mexer com meus irmãos, seja os de perto, seja os que estão a quilômetros de distância, numa noite fria em qualquer parte do mundo. Como numa teoria do caos, um efeito borboleta.

Parece que esse conceito se apresenta a minha frente, cada dia mais. Muitas pessoas o querem passar a diante. Não é assim tão difícil de assimilar. Difícil é praticar. Difícil é respeitar o outro, mesmo quando se sabe que a lente que ele usa para enxergar o mundo é diferente da sua.

Imagine se Hitler (pegando-o como bode expiatório e aleatório), entendesse esse conceito. Não teríamos obrigado o planeta a suportar tanta atrocidade. Tantas outras são cometidas por rostos e nomes menos famosos...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Egoísta


Fica por perto
Só por ficar
Sou egoísta
Não quero brincar
Vou te guardar
...
Pra quando eu precisar

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mesmo assim


Já te liguei
Pra ouvir tua voz
Não te contei

De olhos abertos
Já sonhei
Tua mão na minha
Nos braços da noite

Sem te contar
Te quero
Mas só se pra sempre for

Então, em silêncio
Observo
Teus esforços em outra direção

E não é mesmo assim?
Eu penso em você,
Você pensa nela,
Ele pensa em mim.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Descrições

Lendo Fama e Anonimato, do Gay Talese, fiquei ainda mais impressionada em como uma boa descrição faz com que você visualize a cena ou a pessoa, muito claramente. Se um dia tivesse a chance de conversar com Gay, no fim, pediria que ele me descrevesse, assim eu me conheceria melhor.

Fiz um pequeno exercício de descrição, coisa rápida, e não baseada no estilo de Talese.

Qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Um novo olhar

O seu lugar é no meu sofá
A se espreguiçar
Esticando os braços, com cara de sono

“Sabe aquele filme que te falei?”
Na tela lindas imagens
Mas é você que mais parece uma paisagem
A mais bela das viagens

Cheiro de roupa limpa
Meu pé gelado no teu moletom
Segura minha mão, tira meu batom

De olho entreaberto
Em teus braços, me encaixo
Em teu colo, me deixo

Você me olha, como criança
Ao ver o novo
Quer descobrir

 -Tem uma pinta nova
 - Onde?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Astúcia – da perspectiva Tyrion Lannister

Dizem que “o mundo é dos espertos”, posso estar enganada em minha percepção, mas essa frase sempre me deu a impressão de que esses espertos são aqueles que entendem bem o jogo da vida social virando os resultados a seu favor.

A imagem que tenho de um esperto pode ser traduzida naquele cara com um riso malicioso no canto da boca, enquanto observa sua vitória. Aparentemente, um esperto se dá bem utilizando sua inteligência em beneficio próprio. Uma pessoa inteligente pode não ter a malícia de um esperto, agora, um esperto é inteligente.

Existem aquelas pessoas que por certas circunstâncias não teriam muitas chances na vida. Mas, se elas forem inteligentes, espertas e tiverem fácil adaptação às circunstâncias ... vão poder virar fácil esse jogo. E é assim que acontece com mais um grande personagem: Tyrion Lannister. É o esperto perfeito, aliás, prefiro chamá-lo de astucioso.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eu quero


Eu quero andar de mãos dadas
À noite, nas ruas
Soltar-me no laço
De seu descompasso

Eu quero mostrar-me confusa
Perder a pose
E na descontraída conversa
Perder teorias

Eu quero correr
Distraída que sou
Tropeçar em teu riso
Como se fosse movimento preciso

Eu quero ouvir
Teu papo furado
Rir da piada batida
Como se não ouvisse nada mais na vida

Eu quero tua boca
Calada
Caindo na minha
Num pouso perfeito

Eu quero você
Refutando ser meu
E no fim da noite
Sussurrando: sou teu

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estranho


E como seria quando chegasse o dia
Em que você um estranho se desvendaria
Não vejo teus olhos há muito tempo
De tua vida sei por breves momentos

E como seria quando chegasse o dia
Em que você brincando com meus sonhos
Me apresentasse planos antigos
Como se fossem castigos

E como seria quando chegasse o dia
Em que você sem se importar
Perguntasse por perguntar
Só para se manter confiante

E como seria quando chegasse o dia
Em que você já não me amasse
E eu de volta, estranhamente,
Sentisse o mesmo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Boa Noite


Um sonho
Dois sonhos
Por noites subsequentes
Você esteve presente

Como se Morfeu
O bom e carinhoso Morfeu
Me abraçasse
Em forma de você

Você,
Que não me deixa saber
O que quer mesmo dizer
Por trás de seus miúdos olhos pretos

E assim, me deixa bailar
Na realidade de poder
Fechar os olhos e
Te encontrar

Boa noite!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O menino de 30 e um


“Balzaquiou”
Há um ano

Mal sabia,
Do termo
Aquele pelo qual Balzac ficou conhecido

Mal sabia,
Que lá pelos 30, viveria
O novo 20, mais maduro

Mal sabia,
Que lá pelos 30, comemoraria
Conquistas de uma longa peleja

Mal sabia,
Que lá pelos 30, dançaria
Meteoro da paixão, Use Somebody

Mal sabia,
Que lá pelos 30, inspiraria
Amizades, de cores vibrantes

Mal sabia,
Que lá pelos 30, implicaria
Com mais cabelos no ralo

Mal sabia,
Que lá pelos 30, cairia
Bem, numa roupa de palhaço

Mal sabia,
Que lá pelos 30, provocaria
Suspiros em suas linhas de soneto

Mal sabia,
Que lá pelos 30, sentiria
Dor e amor, numa só cor

Mal sabia,
Que lá pelos 30, sorriria
Como o menino de 10

...

Mal sabia,
Que lá pelos 30, seria
Boy Magia

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Everybody lies and everybody dies



Vou te falar… essas semanas que antecederam ao evento final de House não foram nada fáceis. As coisas complicaram até no contexto fora dos seriados em que acompanho. Mas isso não vem ao caso. Após o anúncio de que essa 8ª temporada seria a última, um misto de conformismo e tristeza encarou o fato.


Uma série que revolucionou o conceito de protagonista e nos trouxe um dos personagens mais amados de todos os tempos não poderia sair por baixo e depois da queda de audiência e aumento de críticas negativas com o início da 8ª temporada e, pra mim, a saída de Lisa Edelstein, o caminho era mesmo o fim, antes que House M.D. fosse vista como uma série comum.

Por outro lado, eu não estava nem aí para as críticas! Continuaria assistindo House por décadas. Sim, com a mesma fórmula a cada episódio. Pois Gregory House é genial por si só! Daí o misto de “beleza, tem que acabar” com o “poxa vida, porque vai acabar? House conseguiria manter o nível de suas tramoias, ironias, mentiras, cafajestice e genialidade por anos”. Mas enfim, no mundo há interesses que vão muito além de minhas vontades...

SPOILERS

terça-feira, 8 de maio de 2012

Era uma vez...


O “mundo real” está tão impregnado em nossas veias que dificilmente os sonhadores têm vez. É tudo tão pra ontem que sonhar parece até perda de tempo. Quando você acredita e espera por um futuro melhor, por um dia melhor, as pessoas geralmente te olham com desdém “ah, que sonhador”. Mas, vou contar um segredo: sonhos se realizam!

Ontem, eu presenciei realizações de sonhos... talvez, nenhum meu. Mas, o que importa mesmo é que eles se realizam... todos os dias....

Rua Oscar Freire, uma das ruas mais luxuosas e estilosas de São Paulo. Até o ar é diferente. As pessoas que andam por ali expõem toda sua personalidade e estilo de vida em roupas, acessórios... carros, uma infinidade de status de vida circulando por uma das regiões mais legais da cidade, todo mundo ali é tão cool e não dá a mínima pra isso! Por isso mesmo, um grupo de pessoas, em sua maioria, meninas adolescentes sem roupas extravagantes, começou a chamar atenção em frente ao Hotel Emiliano.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O encanto do Bumblebee

No feriado de 1 de maio presenciei uma situação muito interessante, que de começo foi engraçado de ver e depois se tornou um desespero. Como uma boa paulistana, feriado, adivinha onde eu estava? Sim, no shopping! E para variar estava um caos, tanto para entrar como para ir embora.

Na volta resolvi sair pelo lado de trás do shopping, acreditando que somente eu conhecesse aquela saída! Tsc, tsc, tsc, claro! Bom, adivinha o que tinha no meu caminho? Sim, mais trânsito.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Faz de conta


Faz de conta...

Que teus pensamentos
Procuram me decifrar
Que o teu olhar
Só quer a mim enxergar

Que as tuas palavras
São para me agradar
Que a tua melodia
Busca a mim confortar

Que os teus gestos
São para me alcançar
Que a tua procura
Cessou ao me encontrar

...

Faz de conta
Que
O que você quer mesmo é
Me amar

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Satisfeito? Nunca!

Que droga, tá chovendo”.
“Que calor insuportável”.
“Que frio! Não vejo a hora do verão chegar”.
“... o que precisava mesmo era chover...” e blá, blá...

Isso pode ser falado por apenas uma pessoa. Será que é uma necessidade biológica reclamar tanto da vida? Hum...

O comportamento humano é muito interessante. Se está empregado reclama do emprego, dizendo que está cansado, não suporta os colegas ou então o bendito chefe. Se está desempregado... O desespero e a depressão tomam conta.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Príncipe Encantado versus Homem Real


Vou basear esse texto em um de meus personagens favoritos de Once Upon a Time, James – Príncipe Encantado/David -, mais uma série na qual me vicei em 2012. Para quem ainda não conhece, já fica aqui minha recomendação e uma pincelada da trama.

Todos lembram-se da Rainha Má da Branca de Neve? Aquela que queria ser a mais bela de todo o reino, mas foi avisada pelo espelho de que perdia para sua linda enteada... Once Upon a Time, baseia-se, em sua trama principal, na fixação da rainha por Branca de Neve. A madrasta mega evil, resolve acabar com o final feliz de Branca, e junto com o dela, o de todos os personagens dos contos de fada. Mas, como? Simples... a Rainha, ao lado de Rumpelstiltskin (difícil escrever – por isso o chamo de Rumpels) criou uma maldição, na qual todos os personagens perderiam seu final feliz, indo ao mundo real, ou seja, aqui, onde vivemos sem o final feliz.

Sente o drama, todos aqueles fofos jogados numa cidadezinha, Storybrooke, do mundo real. E sem ter a mínima ideia de quem são, verdadeiramente. Mas, não se desespere, sempre há um jeito de quebrar a maldição! Emma, filha de Branca e seu príncipe encantado (charming lindo) James, foi enviada ao mundo real, antes mesmo dos outros personagens, e é ela que tem o poder de quebrar a maldição, pena que ela nem sabe...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Macho Alfa - da perspectiva Khal Drogo

Discussões sobre as mudanças no comportamento da sociedade, fervilham, ao menos em minha cabeça.  Tudo está em constante mudança, nisso concordo com Grey’s Anatomy e discordo de House (people don’t change – pessoas não mudam). Desde a sua formação, no ventre de sua mãe, quantas mudanças você pode contar? Enfim, se as pessoas mudam, a mudança da sociedade é consequência. O que mais me “incomoda” é analisar as mudanças do papel do homem e da mulher. No século XX isso mudou rapidamente, de uma mulher submissa fomos apresentados a uma mulher poderosa, auto suficiente ... de um homem autoritário, fomos apresentados ao metrossexual.

Não vou entrar no mérito – não nesse texto – das mudanças em si. Mas, o que tenho observado é como essas mudanças podem influenciar no relacionamento, homem/mulher. Se um dia a mulher foi criada para ser ótima esposa, saber cuidar do lar e filhos, hoje a mulher é quem mais estuda, esforçando-se para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, ainda machista, onde homens e mulheres, com a mesma função e qualificação, ganham salários diferentes. Homens já foram criados para ser o mantenedor do lar, não deixar faltar ... hoje, dividem esse “fardo” com a mulher. Mas, só esse. Pois é a mulher que acumula tarefas... filhos, pagar contas, escolher a decoração nova, fazer a janta... (Há exceções, claro que há)...

Sinto que tá “todo mundo” procurando um alguém pra sempre, mas ninguém quer assumir o risco de ficar com esse alguém pra sempre. Afinal, hoje, há tantas possibilidades... tantas pessoas que posso conhecer, quem me garante que só uma me fará feliz? E, agora que a expectativa de vida cresceu um pouquinho...sou muito novo ainda... há tempo para experimentar... (sem julgamentos [?] rs).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

STF julga liberação de aborto em feto sem cérebro

Esse tema só veio a meu conhecimento ontem, ao ler a coluna semanal da excelente Eliane Brum, no site da Época. Gosto muito dos textos da Eliane, que do jornalismo literário, talvez o que mais enxergo neles é a capacidade de levar a uma compreensão de um fato e não mera explicação, como o jornalismo cotidiano se habituou a fazer.

Lendo a coluna, fui apresentada ao ponto de vista da autora, claro, mas também, fui apresentada a uma mulher. Severina. Lá do sertão. Mulher simples, vivendo sua vida com a família, quando o baque de ter um neném sem cérebro dentro dela, os atinge. Ao compreender que esse bebê não tinha como sobreviver, opta pelo aborto, lá em 2004. Um dia antes de fazer o aborto, o STF lhe nega essa direito. Começa assim a peregrinação de Severina.

Fui fortemente tocada por sua história. Severina carregou o filho na barriga, como um fardo. Tenho certeza de que o lado psicológico dessa mulher foi torturado. Imagino aqui de longe, quantos “por quês” ela levantou a Deus. Como torceu por uma esperança vã, de que seu filho pudesse superar a falta de cérebro e esperou um milagre da reconstrução de sua cabecinha. “Eu sinto o coração dele bater, mas ele não se mexe”, disse Severina. Por instantes do documentário, eu senti a dor de Severina.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gosto de beijo

Tem beijo
Com gosto de desejo
Gosto de surpresa
Gosto de saudade

Tem beijo
Gosto de bala de hortelã
Gosto de paçoca
Gosto de leite condensado

Tem beijo
Gelado, com gosto de sorvete
Ou açaí

Tem beijo
Quente!

Tem beijo
Com gosto de amargura
Gosto de despedida
Gosto de travessura

Tem beijo
Com gosto de fome
Gosto de chiclete
Gosto de acordar
...
E tem beijo
Com gosto de cebola
Hmm aquele gostinho ácido
Que se torna doce no fim

Taí, beijo com gosto de cebola
Um de meus preferidos

terça-feira, 3 de abril de 2012

Dia chuvoso


Dia chuvoso, o menino olha na janela, as gotas batem, fazem um barulho engraçado, mas o que é mesmo bonito é ver as gotas no vidro, como que se o vidro estivesse chorando, diante do tédio, o menino ajeita a touca cinza na cabeça e prossegue contando as lágrimas da janela.

Olha pra cima, nenhum sinal de vida, tudo nublado. Dias nublados são cansativos, vagarosos, penosos. Respira fundo, coração apertado, parece mesmo tudo cinza. A pele branca parece brilhar em dias como esse, puxa as mangas do moletom.

Ajeita-se debaixo do edredom, no sofá surrado, olha a TV em sua frente, brilhos esmaltados. Seus olhos azuis doem ao sair do cinza para as cores de um desenho. Aventuras repetidas, mais uma vez a mesma cena, que infância!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tum tum tum

É um tum tum tum

Descompassado
Tá apertado
Difícil respirar

Tum tum tum
Dessa vez
Você nem é o culpado

Fui eu quem acreditou
Uma vez mais
Tum tum tum

Peito apertado
Sono desregulado
Tum tum tum

Sofro mais uma vez
E a culpa é minha
Tum tum tum

Quando não mais acreditar
O que você fará?

terça-feira, 27 de março de 2012

Não posso...quero!

E quem disse que posso?
E esse não poder
Parece que aumenta o querer

E eu quero!
Os teus olhos só em mim
Tuas mãos em minha pele
Tua boca em mim
Mas você só me repele

Mas, eu quero!
Ser objeto de teu riso
Ouvir teu coração impreciso
Me dizendo o que preciso
Ah...esse teu sorriso

Me faz querer
Ser assim, tua ... sem motivo!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da Poesia

Quem escreve despeja
Tudo assim na mesa
Mas, não entrega de bandeja

E o escrito, como fica?
Se não entende bem o que significa

Vai ler cada letra
Que formam a palavra
Que fica assim rimada
Em versos

De amor
De dor
Amizade
Alegria
Desespero

A verdade é que o poeta,
Tem um certo destempero

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher


Mulher está sempre correndo...
Porque está atrasada ou ansiosa
Mulher sempre carrega algum peso...
Pode ser uma bolsa, o filho no colo ou um sentimento
Mulher sorri...
Por estar feliz ou para fazer alguém feliz
Mulher chora...
De alegria, de tristeza ou de “não sei por quê”
Mulher luta...
Contra balança, pelos amigos, pela família
Mulher dirige...
O carro, a vida e porque não...o fogão?
Mulher se equilibra...
No salto e entre suas tarefas
Mulher odeia...
Aqueles dois quilinhos, aquele guarda-roupa “vazio” ou aquela injustiça
Mulher ama...
Amar e ser amada!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Top 10. 1 - Homens contemporâneos que admiramos

A versatilidade de Hugh Laurie


Finalmente chegou a vez do inspirador de todo esse Top 10 do Chá. Sim, sentada em um ônibus lendo “O vendedor de armas” e babando pela inteligência do personagem Thomas Lang, babei ainda mais por Hugh Laurie, o cara que é um puta ator, um músico excelente e agora, descobrira eu, um escritor muito inteligente. As linhas e frases do livro embaçaram e eu já via o Chá das Cinco cheio de textos de homens admirados por suas escritoras. Portanto, por ser a inspiração “mór” do Top 10 – Homens Contemporâneos que admiramos, falemos de Hugh Laurie.

Claro que, a maioria das pessoas que conhece o Hugh é por meio de seu maior sucesso na televisão americana: Gregory House, o médico genial, ranzinza, sarcástico, incrédulo, irônico e por aí vai... em House M.D, uma das séries de maior sucesso mundial. Não entrarei no âmbito de House, um de meus personagens favoritos, mas foi assistindo a série que conheci Hugh, o ator que é ousado o suficiente para gravar um teste para TV dentro de um banheiro na África.

James Hugh Calum Laurie é britânico, o que ninguém diz se só o assistir em House, já que ele faz um sotaque americano perfeito. E olha, ele me fez parar de não gostar do sotaque britânico, porque nele há um charme todo especial. Ele é formado em Antropologia e Arqueologia pela faculdade de Selwyn, Universidade de Cambridge. Ele é casado (uma pena, pois casaria fácil com ele) e tem três filhos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Top 10.2 - Homens Contemporâneos que admiramos

O homem que, para muitos, é Mito



Não achei que seria tão difícil assim escrever esse texto, afinal, quanto mais você admira alguém mais fácil flui um texto sobre ele, certo? Pode até ser, mas você também precisa de tempo. E nesses tempos que o tempo é escasso, dou inicio ao texto de um homem que marcou o meu tempo.

Lá nos idos de 1973, em Pato Branco, no Paraná, em 22 de janeiro, nascia o filho caçula do casal Eurydes e Hertha: Rogério, que cresceu ao lado de três irmãos: Rosicler, Rudimar e Ronaldo. Mudou-se com a família em 1985 para Sinop, interior do Mato Grosso. Envolvido desde pequeno com esportes, como tênis e vôlei, o futebol também faz parte de sua vida, ele jogava como volante (camisa 5), no time do Banco do Brasil, no qual trabalhou dos 13 aos 17 anos.

Até que um dia, aquela coisinha que muda destinos aconteceu, o goleiro do time, que coincidentemente era o chefe de Rogério, não foi jogar. Por ser o mais novo do time, o futuro capitão são-paulino foi para o gol. Em 1990, surgiu o convite da equipe do Sinop Futebol Clube, onde ele já havia feito teste, para ser o terceiro goleiro da equipe, reserva de um dos goleiros da equipe. Como ainda trabalhava no Banco do Brasil, Rogério conciliava os treinamentos com o emprego e os estudos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

10.3 Homens contemporâneos que admiramos

Um piano, uma vida

Esta semana ele deve estar muito feliz com a volta da Associação Portuguesa de Desporto a série A do Campeonato Brasileiro. Nasceu em 1940, é um belo e maravilhoso exemplo de superação. Dono de uma voz rouca, porém forte, uma dedicação incrível e, para ele o que tiver que ser dito ou feito, é para ser feito. Não mede palavras com ninguém, até politico já passou por “saia justa” com ele, mas isso já é outra história!

Um maestro chamado João Carlos Granda da Silva Martins, é completamente apaixonado pela música. Iniciou aos 8 anos os seus estudos. Seu pai lhe comprou um piano e João Carlos teve como a primeira mestra Aida de Vuono. Participou de um
concurso para executar a obra de Johann Sebastian Bach, o pequeno garoto venceu a sua primeira de muitas competições. Começou a estudar no Liceu Pasteur, e aos 11 anos o piano fazia parte de sua vida, eram 6 horas diárias de muito estudo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Top 10. 4 – Homens contemporâneos que admiramos

Gay Talese: O gênio da escrita

Posso dizer que o homem admirável da vez é uma inspiração. Daquelas pessoas que você admira e vê quão longe está do idealizado, mas sem frustrações, gênios são poucos e Gay Talese com certeza é um deles.

Sabemos (nós jornalistas), que antes mesmo de escrever é preciso observar e talvez seja na arte da observação que Talese faz sua mágica. Como disse Cassiano Elek Machado em um artigo da Folha de São Paulo: Gay Talese fazendo reportagens é Picasso com suas tintas, Ferrari de tanque cheio --só que melhor.

Fui apresentada a Talese na faculdade, não lembro se peguei “O Reino e o Poder” na biblioteca antes ou depois da aula de Renata Carraro. Só sei que ali conheci o jornalismo literário e caramba, que alegria. Antes de finalmente optar por jornalismo, quase fiz Letras por conta da Literatura e agora o jornalismo se unia com a literatura bem na minha frente (ok, isso aconteceu faz tempo – mas pra mim foi naquele momento). E pronto, posso me realizar sendo jornalista e escritora.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Top 10.5 - Homens contemporâneos que admiramos



Mil faces, um homem 

        
Não vou ficar aqui escrevendo o que todos já leram incansavelmente nas últimas semanas depois da morte dele. Sua biografia, sua história, feitos, defeitos, amigos e inimigos. Tudo isso já foi descrito, contado e recontado em sites, livros, reportagens no jornal, em revistas, etc.


Por isso vou falar da imagem que tinha dele. Li na edição da Revista Época, um artigo falando justamente sobre a adoração de ídolos nos tempos atuais. E nesse artigo foi feita uma comparação entre os fãs de Steve Jobs e de Justin Bieber (não se preocupem, não vou falar nada do tipo. Assim como a autora do artigo, não acho que existam semelhanças).


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Top 10.6 - Homens contemporâneos que admiramos

De filósofo só não tem o nome


Eis um nome que não poderia faltar em nosso TOP 10: Raí Souza Vieira de Oliveira, mais conhecido pela torcida do São Paulo como: “Raí, Raí, o terror do Morumbi”. Para quem não sabe, o ídolo tricolor é irmão de outro craque de bola: Sócrates. Vindo de uma família, no mínimo diferente – o pai gostava de filosofia e deu aos filhos mais velhos os nomes de filósofos gregos: Sócrates, Sófocles e Sóstenes. Seu Raimundo, ainda tentou com que Raí se chamasse Xenofonte, mas sua mulher, Dona Guiomar, conseguiu dissuadi-lo da ideia (ainda bem!!), Raí cresceu observando o sucesso do irmão mais velho.

Pouca gente sabe, mas a primeira bola com a qual Raí competiu foi a de basquete, esporte que praticou dos 12 aos 14 anos e lhe rendeu o vice-campeonato pela Recreativa de Ribeirão Preto. Raí sempre jogava pelada com os amigos, como quase todo menino, mas futebol só entrou em campo quando ele tinha 15 anos. Levado por um amigo ao Botafogo de Ribeirão Preto, passou no teste, mas , no início não tinha muita ambição de ser um craque, não levando a carreira a sério. Isso mudou quando tornou-se pai precocemente, aos 17 anos. O nascimento de Emanuella o fez mudar sua relação com o futebol.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Top 10.7 – Homens contemporâneos que admiramos


E tudo começou no Big Bang

Para aqueles que assim como eu se identificam com os personagens do seriado The Big Bang Theory, o homem admirável dessa semana é muito conhecido. Não poderia ter nascido em outra data, apesar de para muitos, isso não significar nada. Mas para a biografia de Stephen Hawking, cai como uma luva ter nascido no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. Assim como Einstein, Stephen nunca foi considerado excepcional, mas aos poucos mostrou o valor que tinha.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Top 10.8 – Homens contemporâneos que admiramos


Tiramos o chapéu


Em meio a alegria e festa da conquista da Copa do Mundo em 2002, o Brasil, ou podemos dizer, o mundo, perde um exemplo de dedicação, vida e amor. Aos 92 anos no dia 30 de junho, Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier, falece em Uberaba, Minas Gerais.
“Peraí! Um dos homens contemporâneos é um espírita? Mas, eu não acredito nessas coisas!”. Bom, para o Chá das Cinco, Chico Xavier passou, independente de que religião ele seguia, o verdadeiro amor e a fraternidade para com o próximo, ideais raros hoje em dia.
Antes de achar que deva parar de ler só porque não compartilha das mesmas ideias do espiritismo, vamos conhecer (ou lembrar) desse mineiro que nasceu em Pedro Leopoldo em 02 de abril de 1910.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Top 10.9 – Homens contemporâneos que admiramos

Caneta e papel na mão!

Vamos dar continuidade ao nosso "Top 10 – Homens contemporâneos que admiramos"... Bom, este nasceu na periferia de Porto Alegre no dia 5 de março no ano de 1950, já foi taxista, autor de 3 livros e uma peça de teatro. Possui 35 anos de carreira e, vencedor de mais de 20 prêmios... sabe quem é? Não! Tsc, tsc, tsc, e se eu falar sobre os olhos claros, cabelos grisalhos e uma voz mansa do Programa Profissão Reporter??? Agora sim!

Mesmo quem não tem ligação com a profissão na área da comunicação o conhece, e posso dizer que o admira, é um jornalista chamado Claudio Barcelos de Barcellos, sim, são duas vezes, só que para os mais íntimos, é só Caco Barcellos.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Top 10 - Homens contemporâneos que admiramos

Wagner Moura: muito além do Capitão Nascimento

Olhar manso, rosto de menino... Para mim, um dos melhores atores brasileiros dessa geração. Sempre com papeis marcantes, seja no cinema ou na TV, Wagner Moura não tem o perfil dos galãs atuais. O sucesso dele é mais do que isso, é resultado da sua versatilidade, talento e carisma em todos os seus trabalhos.

Além do seu mais conhecido papel, o querido (mesmo sendo um ‘anti-heroi’) Capitão Nascimento, Wagner já participou de novelas, nas quais teve papel marcante - como o vilão Olavo, de séries, e de tantos filmes sucesso de bilheteria, que fica difícil colocar toda essa lista aqui. Mas não é isso o que importa.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Homens contemporâneos que admiramos


Ah, os homens estão totalmente enganados. Sim, em muitos aspectos... Em especial sobre “o que querem as mulheres” ou sobre “o que atraí as mulheres”. Se para eles, uma boa bunda e um farto par de seios já completam suas horas vagas, com certeza não é pelo visual (visão, beleza) que as mulheres são atraídas.

Mulheres são atraídas pelo talento masculino. Simples assim. Sabe aquele cara que é bom no que faz? (Sem duplo sentido, ok?) Mesmo quando o que ele faz seja apenas contar uma boa piada. Ah sim, homens bem humorados têm bem mais chances de se dar bem. A vida de uma mulher já é bem complicada e não precisamos aturar um cara que está de mal com a vida. Se ele te fizer sorrir, vai amenizar a dureza do dia a dia.

Mas é claro que o talento masculino não está apenas em ser um palhaço de circo. No geral, homens que fazem o que gostam e fazem bem, se destacam e daí chamam atenção...Seja por sua personalidade forte, por sua genialidade ou por tantos atributos que ele pode ter...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jairo, Jairinho, Jairão!



A conversa na cozinha estava alta e alegre, todos na fazenda de sua avó, em Minas Gerais, pareciam festejar, planejavam algo, em seus olhos alegres Jairo sentia um ar maléfico. As crianças corriam, gritavam, divertiam-se, mas Jairo preferia observar aos adultos, com as barrigas em volta do fogão a lenha puxavam o fumo de corda e bebiam a típica cachaça mineira. A cada palavra o menino percebia que sua desconfiança tinha completo fundamento, eles estavam mesmo planejando um assassinato. Foi para cama mais cedo, levantou-se tão cedo quanto o tio, que costumava ordenhar as vacas, colocou botas de plástico, desceu até o curral, tinha que salvar o pobre ser que havia sido condenado à morte na noite passada.

Abriu a porteira e lá estava a inocente porquinha, o menino abaixou-se pediu desculpas por um dia ter cutucado sua pança e com jeito lhe deu as más notícias. Percebeu que a porca não havia entendido, olhou seus filhotes, compadeceu-se ainda mais, abriu a porteira, “vamos fuja”, nada, a porca continuava afundada na lama. Percebendo que não tinha muito jeito, olhou para os filhotes e os fez agradável companhia até cansar. Voltou à casa, isolou-se no quarto, dormiu.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não conheci Blumenau

Parque Vila Germânica em Blumenau. Foto: Monique Souza
No táxi, dia de chuva em São Paulo, trânsito multiplicado. Adrenalina natural de quem acha que vai chegar atrasada no aeroporto. Ao meu lado, uma mulher de mais de 60 anos, fala ao celular e apressa o taxista, cabelos brancos e curtos, um sotaque engraçado que você não identifica de primeira, nem de segunda. Ela é egípcia. E como diz, tem o francês como “língua mãe” e mesmo depois de muitos anos no Brasil ainda tem um português carregado no sotaque. Vivi Haydu, que na época era minha chefe na Revista Têxtil, vai para mais uma viagem de trabalho, de inúmeras que já fez, eu vou ao seu lado, para minha primeira cobertura jornalística fora de São Paulo, a feira era a Texfair Home, evento de cama, mesa e banho importante para o setor têxtil em época de falta de algodão, em fevereiro de 2011.

O trânsito se dissipa a nossa frente e conseguimos chegar ao aeroporto de Congonhas, Vivi anda por seus corredores como se fosse sua casa, ela já esteve em muitos aeroportos, como os da Europa. Eu corro atrás dela e me sinto como sua “Emily”, afinal Vivi Haydu tem mesmo seus momentos de Miranda Priestly e não só na aparência. Deu tudo certo no embarque e no voo, vale citar que a delegação do Atlético Goianiense estava presente, fui conversando com o atacante Marcão, que se surpreendeu pelo meu conhecimento em futebol, até mesmo do time dele, que não é lá um dos mais conhecidos do Brasil.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vai!

Eu te guardei em meu coração


Na prisão do meu peito,

Te guardei

Sim, contra a sua vontade

Em cativeiro te coloquei

Preço de resgate não estipulei

Mas está pesado te manter trancafiado

Pois então, peguei a chave

E chorando destranquei

As tuas algemas quebrei

E disse:

Vai! Voa longe

E só volte aqui por vontade própria

Não te chamarei mais

Vai!

A alforria lhe foi dada

Estás liberto,

E eu também

Vai!

terça-feira, 19 de julho de 2011

"O meu riso é triste"

Um dos meus maiores medos é...
Que esse amor dure para sempre
Sim, outrora meu medo era diferente
De que ele não durasse
Mas hoje, o medo é de que ele me acompanhe
Por toda a minha vida
Se for longa, é ainda mais penoso
Vários exemplos eu vi em telas
E mesmo em histórias da vida real
Pessoas que no leito de morte, não se lembram do companheiro de vida
Mas sim daquele amor da juventude que por algum desencontro
Ou mesmo escolha, teve de abandonar
A vida seguiu, talvez até amor sentiu
Mas lá no fim, o que restou foi um arrependimento,
Uma dor
Uma saudade
Um riso triste
O que eu posso dizer hoje é que não vejo a hora do meu riso sumir
Sim, aquele riso no canto da boca que mostra o real estado de espírito
Mesmo nos dias ou momentos mais felizes
Mesmo na mais sincera gargalhada
Ele está lá
O meu riso da infelicidade
Bem lá no canto da boca

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lista dos indicados ao Emmy


Foi divulgada hoje a lista de indicações ao Emmy Awards 2011. Melissa McCarthy (Mike & Molly) e Joshua Jackson (Fringe) revelaram os indicados ao 63ª Primetime Emmy Awards. Na lista algumas surpresas e decepções. Glee continua concorrendo nas premiações por melhor comédia, já que não tem uma categoria “Melhor Musical”. Entre as séries, Mad Men teve 19 indicações e Boardwalk Empire veio na sequência com 18. Modern Family também fez bonito e teve 17 indicações.

O que chega ao fim nem sempre acaba

Ansiedade. Nervosismo. E um pouco de tristeza. Esses são apenas alguns dos sentimentos que essa "pottermaníaca" está sentindo com a expectativa de assitir ao último filme dessa saga.

Sei que para muito isso pode ser só mais uma grande besteira, mas quem, assim como eu, acompanha Harry, Hermione e Rony desde o início sabe bem do que eu estou falando.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eclipse Solar


Uma lembrança, olhar de criança
O chão é de barro, mas olha pra cima
O raio-x de um pulmão danificado tornou-se instrumento
Piscam os olhinhos de jabuticaba
Por meio da folha o sol azulado
Sorriso fácil, momento sem par
Junto da mãe apontava pro ar

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Música


Acho difícil observar parada, às vezes penso que presto mais atenção se estiver andando. Fiquei com um pouco de dor nas costas porque estava olhando em pé, escorada numa mureta, enquanto minhas amigas estavam sentadas. Ok, não sentei porque não quis. Tinha espaço.

Observei várias coisas e pessoas, e tive a mesma impressão que tenho todos os dias quando olho as pessoas na rua, nas estações ou pela janela do trabalho: que deve existir uma música “universal” tocando baixinho, mas tão baixinho, que ninguém pode escutar, apenas sentir, e, por isso, todos “dançam” em um compasso único, mesmo sem saber.

Digo isso porque observei um senhor fazendo entrega de bebidas. Olhava ele pegando os engradados de latinhas de Coca-Cola e preenchendo o carrinho, colocando os engradados em posições alternadas. Não deixava de imaginar como aquele senhor, que já deve trabalhar a muito tempo nessa função tão cansativa, não tinha tanta força para aquele trabalho, mas mesmo assim o fazia, empurrando o carrinho com as bebidas na direção do seu destino.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Colocando-se em movimento

Comecei a fazer um curso de redação criativa há duas semanas, estava a fim de fazer um curso, gosto de escrever e resolvi tentar. Na primeira aula já percebi que ali era meu lugar, gosto muito desse clima de reflexão textual e de escrever mesmo, o que sinto, o que posso, como posso, de forma criativa ou não.

A proposta na primeira aula foi ir a um lugar desconhecido e escrever a respeito de suas impressões. Mas assim, visita o lugar, depois senta e despeja tudo de uma vez. E, na aula passada teve uma votação dos textos lidos. A minha vitória foi conseguir ler meu texto, com voz tremida mas foi. Na votação, como sou legal e votei em outro texto, o meu não ganhou. Ficou no 6x5. E como ele não vai ser divulgado no Blog do Redação Criativa, compartilho com vocês!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Rogério alcança marca histórica dos 100 gols


Ídolo. Talvez seja uma palavra forte demais, mas que outra poderia usar para descrever quem admiro de forma incontestável? Por sua postura fora de campo, por sua milagrosas defesas (vide final de mundial em 2005), por seus 100 gols, todos com gosto especial. Como por exemplo, o da final do Paulista, acho que de 2000 contra o Santos, ou os feitos na Libertadores, e claro, o de ontem, dia 27 de março de 2011, contra o Corinthians.


Falar de Rogério Ceni e exaltar suas qualidades é até difícil. Porque, ele nem precisa de babação de ovo. Só quem é são-paulino tem o gostinho de ver um cara que ama o clube tanto quanto você próprio, diria que até mais que eu, bem mais...

Ontem, após o jogo, assistindo alguns programas esportivos, percebi que vivi a “Era Rogério Ceni”, e que se meu avô me falava de Pelé, eu com certeza vou falar de Rogério.