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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jairo, Jairinho, Jairão!



A conversa na cozinha estava alta e alegre, todos na fazenda de sua avó, em Minas Gerais, pareciam festejar, planejavam algo, em seus olhos alegres Jairo sentia um ar maléfico. As crianças corriam, gritavam, divertiam-se, mas Jairo preferia observar aos adultos, com as barrigas em volta do fogão a lenha puxavam o fumo de corda e bebiam a típica cachaça mineira. A cada palavra o menino percebia que sua desconfiança tinha completo fundamento, eles estavam mesmo planejando um assassinato. Foi para cama mais cedo, levantou-se tão cedo quanto o tio, que costumava ordenhar as vacas, colocou botas de plástico, desceu até o curral, tinha que salvar o pobre ser que havia sido condenado à morte na noite passada.

Abriu a porteira e lá estava a inocente porquinha, o menino abaixou-se pediu desculpas por um dia ter cutucado sua pança e com jeito lhe deu as más notícias. Percebeu que a porca não havia entendido, olhou seus filhotes, compadeceu-se ainda mais, abriu a porteira, “vamos fuja”, nada, a porca continuava afundada na lama. Percebendo que não tinha muito jeito, olhou para os filhotes e os fez agradável companhia até cansar. Voltou à casa, isolou-se no quarto, dormiu.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não conheci Blumenau

Parque Vila Germânica em Blumenau. Foto: Monique Souza
No táxi, dia de chuva em São Paulo, trânsito multiplicado. Adrenalina natural de quem acha que vai chegar atrasada no aeroporto. Ao meu lado, uma mulher de mais de 60 anos, fala ao celular e apressa o taxista, cabelos brancos e curtos, um sotaque engraçado que você não identifica de primeira, nem de segunda. Ela é egípcia. E como diz, tem o francês como “língua mãe” e mesmo depois de muitos anos no Brasil ainda tem um português carregado no sotaque. Vivi Haydu, que na época era minha chefe na Revista Têxtil, vai para mais uma viagem de trabalho, de inúmeras que já fez, eu vou ao seu lado, para minha primeira cobertura jornalística fora de São Paulo, a feira era a Texfair Home, evento de cama, mesa e banho importante para o setor têxtil em época de falta de algodão, em fevereiro de 2011.

O trânsito se dissipa a nossa frente e conseguimos chegar ao aeroporto de Congonhas, Vivi anda por seus corredores como se fosse sua casa, ela já esteve em muitos aeroportos, como os da Europa. Eu corro atrás dela e me sinto como sua “Emily”, afinal Vivi Haydu tem mesmo seus momentos de Miranda Priestly e não só na aparência. Deu tudo certo no embarque e no voo, vale citar que a delegação do Atlético Goianiense estava presente, fui conversando com o atacante Marcão, que se surpreendeu pelo meu conhecimento em futebol, até mesmo do time dele, que não é lá um dos mais conhecidos do Brasil.