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segunda-feira, 3 de junho de 2013

A fuga


Entre seus dedos passavam os ramos da plantação de trigo que de longe dava ar de visão cinematográfica, mas de perto, um esconderijo inseguro. O sol morno do outono incomodava seus olhos castanhos, que se fechavam numa expressão carrancuda. Ia passando, com certa dificuldade, os ramos do trigo, o tênis surrado e o vestido amarelo florido se camuflavam. O peso nos ombros não era só do medo, mas da bolsa marrom transpaçada no corpo. Correu até se perder, mas queria perder-se de si mesma, apagar dos olhos a cena que lhe fez prender muito ar no estomâgo e correr.

Os ramos outrora altos foram aproximando-se do chão e à sua frente, abriu-se uma trilha. Agora o sol batia diretamente em seus cabelos negros, a pele branca ardia vermelha, do suadouro da fuga.

Seguiu um pouco mais, as pernas tremulas não sustentaram o corpo ao tropeçar numa pedra, caiu ao chão, virou-se de frente, com as mãos na barriga que roncava, encarou o céu azul, fechou os olhos de cílios grandes e chorou.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O encanto do Bumblebee

No feriado de 1 de maio presenciei uma situação muito interessante, que de começo foi engraçado de ver e depois se tornou um desespero. Como uma boa paulistana, feriado, adivinha onde eu estava? Sim, no shopping! E para variar estava um caos, tanto para entrar como para ir embora.

Na volta resolvi sair pelo lado de trás do shopping, acreditando que somente eu conhecesse aquela saída! Tsc, tsc, tsc, claro! Bom, adivinha o que tinha no meu caminho? Sim, mais trânsito.