Gay Talese: O gênio da escrita
Posso dizer que o homem admirável da vez é uma inspiração. Daquelas pessoas que você admira e vê quão longe está do idealizado, mas sem frustrações, gênios são poucos e Gay Talese com certeza é um deles.
Sabemos (nós jornalistas), que antes mesmo de escrever é preciso observar e talvez seja na arte da observação que Talese faz sua mágica. Como disse Cassiano Elek Machado em um artigo da Folha de São Paulo: Gay Talese fazendo reportagens é Picasso com suas tintas, Ferrari de tanque cheio --só que melhor.
Fui apresentada a Talese na faculdade, não lembro se peguei “O Reino e o Poder” na biblioteca antes ou depois da aula de Renata Carraro. Só sei que ali conheci o jornalismo literário e caramba, que alegria. Antes de finalmente optar por jornalismo, quase fiz Letras por conta da Literatura e agora o jornalismo se unia com a literatura bem na minha frente (ok, isso aconteceu faz tempo – mas pra mim foi naquele momento). E pronto, posso me realizar sendo jornalista e escritora.