quarta-feira, 26 de junho de 2013

Imagination


I already loved you
As Gatsby loved Daisy
For you
I could give great parties

But I know
Was just my extraordinary imagination
Cause in beautiful illusions
Are no happy endings


*Escrito dia 07/06 após assistir "O grande Gatsby"

terça-feira, 4 de junho de 2013

Lidando com a morte... de personagens

Este poema contém spoilers de filmes, livros e seriados.



A morte alcançou-me
Ainda na infância
Onde ainda havia esperança
...

O leão do penhasco caiu
Rugiu para um mergulho de dor
Só restaram as lágrimas do amor

Eles descobriam juntos
O primeiro amor e as dádivas da vida
A inocência foi perdida

Quando sozinha
Ela descobriria que
Sem os óculos, ele jamais enxergaria

A dor que ele sentia
Alívio a outros trazia
O mundo já não suportaria

Tê-lo em sua companhia
Na cadeira da morte ele sentou
Foi um choque de rancor

Da amizade floresceu
Um grande amor
Não desfrutado

Quando então chegou o tempo
De vivê-lo maduro
A bicicleta freou seu rumo

De Khal Drogo era chamado
Temido e glorificado
Doce tornou-se e amou um bucado

Até que a bruxa velha encontrou
E a alma lhe tirou
Sufocado por amor

Honrada seja a família
De Robb Stark e companhia
De confiança vivia

Até que no belo dia
Redenção esperaria
Do homem que esfaquiaria

A esperança de uma família
Jaz sem terra, jaz sem cabeça
Jaz sem vida!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A fuga


Entre seus dedos passavam os ramos da plantação de trigo que de longe dava ar de visão cinematográfica, mas de perto, um esconderijo inseguro. O sol morno do outono incomodava seus olhos castanhos, que se fechavam numa expressão carrancuda. Ia passando, com certa dificuldade, os ramos do trigo, o tênis surrado e o vestido amarelo florido se camuflavam. O peso nos ombros não era só do medo, mas da bolsa marrom transpaçada no corpo. Correu até se perder, mas queria perder-se de si mesma, apagar dos olhos a cena que lhe fez prender muito ar no estomâgo e correr.

Os ramos outrora altos foram aproximando-se do chão e à sua frente, abriu-se uma trilha. Agora o sol batia diretamente em seus cabelos negros, a pele branca ardia vermelha, do suadouro da fuga.

Seguiu um pouco mais, as pernas tremulas não sustentaram o corpo ao tropeçar numa pedra, caiu ao chão, virou-se de frente, com as mãos na barriga que roncava, encarou o céu azul, fechou os olhos de cílios grandes e chorou.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O poeta


Ele é poeta
Menino n'alma
Sorriso barbado
Gosta de um céu estrelado

Ele é poeta
E gosta de fingir
Ter dor
Fingir ser amor

Ele é poeta
E a dor que deveras
Sente
Calado

Ele é poeta
E tira pra dançar
Os rodopios
Que a vida dá

Ele é poeta
E inspira sorrisos
Contorna abismos
Cheio de malabarismos

Ele é poeta
E em seus versos
Rimados e metrificados
Vê-se diagnosticado

Ele é poeta...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Meias palavras


Era assim
Mãos dadas
Durante as caminhadas
Onde não cabiam palavras


É assim
Um digitar
De meias palavras
Onde não se diz nada!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Minhas cinco personagens femininas prediletas em seriados

Confesso que demorei para pensar essa lista. Primeiro achei que não conseguiria achar cinco personagens femininas marcantes, porque eu sempre me apego mais aos masculinos (vai entender essa minha carência rs), mas depois que fui fazendo a lista mental de series, cheguei em Grey’s Anatomy daí surgiram ao menos três que vale a pena citar, aí complicou. A peneira foi difícil, mas eis que surgiram as cinco mulheres que mais chamam (chamaram) minha atenção em seriados.

Monica Geller



I Know! Eu tinha que citar uma personagem de meu seriado predileto. E tendo em vista as opções, só poderia ser minha querida "Harmomica". A caçula dos Geller tem mania de limpeza (mas até que guardava uma baguncinha no armário) e é super competitiva, ou seja, não tem nada a ver comigo, deve ser por isso que a acho tão engraçada. Afinal, ela colocou um peru na cabeça e fez A dancinha. Passou por seus dramas até se encontrar profissionalmente e no amor. Olha que sonho, casou com o melhor amigo e não conseguindo engravidar, adotou gêmeos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cuide bem … seja quem for…


"Se cada um cuidasse da sua vida…"

Ok, é um pensamento válido na atual conjuntura (queria usar essa palavra, rs) da sociedade.

Mas, se cuidássemos uns dos outros, usando o sentido "correto" da palavra cuidar*, será que não daria mais certo?

Porque, acho que não estamos acertando, não é mesmo?

Enfim, pensamentos…

*cuidar, segundo uma das definições do dicionário: Ter cuidado em;

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vivi Haydu: imigrante, filha, esposa, modelo, executiva, mãe, editora, avó - a trajetória de uma mulher (in)comum


A fuga do Egito

Esta pode parecer uma história comum ao povo judeu...

Há pouco independente, em 1956, o Egito via-se em meio a um conflito com Israel  - apoiado por França e Reino Unido - em razão da nacionalização do canal de Suez, feita pelo presidente Gamal Abdel Nasser. A guerra propriamente dita durou uma semana, pois houve ameaça de intervenção soviética apoiando o Egito e assim os Estados Unidos resolveram acalmar os ânimos. Em meio a Guerra Fria, os americanos não queriam lidar com mais um problema. Acontece que, se a batalha durou pouco tempo, suas consequências se alongaram por muitas décadas na vida da família Braunstein.

As ações nacionalistas de Nasser mexeram com o povo que compunha o país. Querendo manter o território apenas com legítimos estrangeiros (muçulmanos), o presidente expulsou centenas de egípcios de outras nacionalidades. Inclusive o economista Mauricio Braunstein, que trabalhava no jornal da revolução ao lado do próprio Nasser e Sadat - que mais tarde viria a ser presidente. Com nacionalidade espanhola herdada dos avós, Mauricio conseguiu rapidamente a ordem de expulsão e junto das duas filhas, esposa e um irmão, entrou na primeira lista e teve sete dias para sair do país.

Aos sete anos, sete dias

A menina esguia de olhos azuis piscina observava a mãe se desfazer das joias da família, com olhar firme e resignado de mulher forte. Aos sete anos, a caçula Clementina Aviva Braunstein, apelidada de Vivi, enfrentava a primeira reviravolta na vida, deveria sair do país em sete dias, até hoje não sabe ao certo se era por seus familiares serem judeus ou por terem nacionalidade espanhola. Poderiam levar uma pequena mala e roupa do corpo, nada além. As joias, dinheiro e outros bens, ficaram com o consulado espanhol. Fluente em francês e italiano, a família surpreendeu-se ao saber que iriam para América do Sul. 

- A escolha de Brasil foi aleatória. Quando meu pai foi comprar passagem , a gente achava que a opção seria ou França ou Itália, mas ele escolheu Brasil porque na fila todo mundo falava que era o país do futuro.

O constrangimento de fugir era ainda maior por conta do raio-x que tinham de passar antes do embarque no navio. Era para saber se não haviam engolido joias ou escondido algo nos cabelos. "Meio deprimente".

O roteiro da embarcação passava pela Suíça, onde Mauricio recebeu uma carta do antigo companheiro Nasser, pedindo seu retorno. Com orgulho ferido recusou-se a voltar e isso para sempre.

- Ele disse "não volto nem agora, nem nunca mais". Ele nunca voltou e nem me deixou voltar, apesar de mais tarde eu ter trabalhado próximo ao Egito, nunca voltei.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meus cinco casais prediletos em seriados


Richard e Monica

Pra começar, foi a separação mais difícil que já enfrentei! Quando Monica, naquela fase já achando que iria ficar sozinha no mundo, (re)descobre Richard, o amigo gatão e charmoso de seu pai, as coisas pareciam que estavam resolvidas no campo amoroso. Ele era admirado por seus amigos, os pais dela, primeiro acharam estranho, mas depois aceitaram numa boa, experiente, educado… o coroa perfeito, oras. Mas o problema veio logo por conta da diferença de idade, na verdade, diferença na perspectiva de vida. Richard já havia construído família, Monica queria uma e daí… a cena de rompimento mais triste ever! Eles se amavam, mas não tinham os mesmos objetivos, ponto final.
(Sim, Monica e Chandler conseguiram ser mais perfeitos)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A sociedade realmente muda? Inspirado em “Na pior em Paris e Londres” de George Orwell


Estou terminando de ler o livro do genial George Orwell, e estou apaixonada por esta leitura. Do autor, só havia lido “A revolução dos bichos”, meio que obrigada em algum ponto da faculdade. Não lembro de ter gostado tanto assim, alias, vou reler, porque não deveria estar pronta pra tamanha perspicácia. Enfim, o fato é que o “Na pior…” é um livro muito bem escrito, cheio de ironias e fortes indagações sociais.

Escrito em 1928 por Orwell, o livro retrata a pobreza bem de perto. Um jovem professor de inglês  em Paris, perde seus alunos e com isso sua pouca renda. À procura do sustento, penhora suas roupas e arruma trabalhos “escravos” nos restaurantes de Paris. Quando vai a Londres, com uma promessa de emprego, as coisas mudam e agora, ele está duro na terra da rainha. Perambulando pelas ruas, de albergue em albergue, convive de perto com os mendigos, vivendo de forma miserável.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Das coisas mutáveis da vida


Aos poucos
Vai se despedaçando
As opiniões
Esgarçando

A bela imagem
Tornou-se fotografia envelhecida
Agora é paisagem
Sem as profundezas da vida

O tempo transfomou-lhe
De raro a raso

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Troca de olhares


Desejou ela enxergar-se
Por meio dos olhos dele

E para ele,
Suas escolhas são ousadias
Suas vontades são expressas
Seus pensamentos são sonhos possíveis
Seus versos são romantismo
Seu vocabulário, engajado
Sua manha, pedido de colo

E tudo isso nela,
Ele enxergou
Trouxe o espelho
E a ela, mostrou