terça-feira, 28 de maio de 2013

O poeta


Ele é poeta
Menino n'alma
Sorriso barbado
Gosta de um céu estrelado

Ele é poeta
E gosta de fingir
Ter dor
Fingir ser amor

Ele é poeta
E a dor que deveras
Sente
Calado

Ele é poeta
E tira pra dançar
Os rodopios
Que a vida dá

Ele é poeta
E inspira sorrisos
Contorna abismos
Cheio de malabarismos

Ele é poeta
E em seus versos
Rimados e metrificados
Vê-se diagnosticado

Ele é poeta...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Meias palavras


Era assim
Mãos dadas
Durante as caminhadas
Onde não cabiam palavras


É assim
Um digitar
De meias palavras
Onde não se diz nada!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Minhas cinco personagens femininas prediletas em seriados

Confesso que demorei para pensar essa lista. Primeiro achei que não conseguiria achar cinco personagens femininas marcantes, porque eu sempre me apego mais aos masculinos (vai entender essa minha carência rs), mas depois que fui fazendo a lista mental de series, cheguei em Grey’s Anatomy daí surgiram ao menos três que vale a pena citar, aí complicou. A peneira foi difícil, mas eis que surgiram as cinco mulheres que mais chamam (chamaram) minha atenção em seriados.

Monica Geller



I Know! Eu tinha que citar uma personagem de meu seriado predileto. E tendo em vista as opções, só poderia ser minha querida "Harmomica". A caçula dos Geller tem mania de limpeza (mas até que guardava uma baguncinha no armário) e é super competitiva, ou seja, não tem nada a ver comigo, deve ser por isso que a acho tão engraçada. Afinal, ela colocou um peru na cabeça e fez A dancinha. Passou por seus dramas até se encontrar profissionalmente e no amor. Olha que sonho, casou com o melhor amigo e não conseguindo engravidar, adotou gêmeos.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cuide bem … seja quem for…


"Se cada um cuidasse da sua vida…"

Ok, é um pensamento válido na atual conjuntura (queria usar essa palavra, rs) da sociedade.

Mas, se cuidássemos uns dos outros, usando o sentido "correto" da palavra cuidar*, será que não daria mais certo?

Porque, acho que não estamos acertando, não é mesmo?

Enfim, pensamentos…

*cuidar, segundo uma das definições do dicionário: Ter cuidado em;

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vivi Haydu: imigrante, filha, esposa, modelo, executiva, mãe, editora, avó - a trajetória de uma mulher (in)comum


A fuga do Egito

Esta pode parecer uma história comum ao povo judeu...

Há pouco independente, em 1956, o Egito via-se em meio a um conflito com Israel  - apoiado por França e Reino Unido - em razão da nacionalização do canal de Suez, feita pelo presidente Gamal Abdel Nasser. A guerra propriamente dita durou uma semana, pois houve ameaça de intervenção soviética apoiando o Egito e assim os Estados Unidos resolveram acalmar os ânimos. Em meio a Guerra Fria, os americanos não queriam lidar com mais um problema. Acontece que, se a batalha durou pouco tempo, suas consequências se alongaram por muitas décadas na vida da família Braunstein.

As ações nacionalistas de Nasser mexeram com o povo que compunha o país. Querendo manter o território apenas com legítimos estrangeiros (muçulmanos), o presidente expulsou centenas de egípcios de outras nacionalidades. Inclusive o economista Mauricio Braunstein, que trabalhava no jornal da revolução ao lado do próprio Nasser e Sadat - que mais tarde viria a ser presidente. Com nacionalidade espanhola herdada dos avós, Mauricio conseguiu rapidamente a ordem de expulsão e junto das duas filhas, esposa e um irmão, entrou na primeira lista e teve sete dias para sair do país.

Aos sete anos, sete dias

A menina esguia de olhos azuis piscina observava a mãe se desfazer das joias da família, com olhar firme e resignado de mulher forte. Aos sete anos, a caçula Clementina Aviva Braunstein, apelidada de Vivi, enfrentava a primeira reviravolta na vida, deveria sair do país em sete dias, até hoje não sabe ao certo se era por seus familiares serem judeus ou por terem nacionalidade espanhola. Poderiam levar uma pequena mala e roupa do corpo, nada além. As joias, dinheiro e outros bens, ficaram com o consulado espanhol. Fluente em francês e italiano, a família surpreendeu-se ao saber que iriam para América do Sul. 

- A escolha de Brasil foi aleatória. Quando meu pai foi comprar passagem , a gente achava que a opção seria ou França ou Itália, mas ele escolheu Brasil porque na fila todo mundo falava que era o país do futuro.

O constrangimento de fugir era ainda maior por conta do raio-x que tinham de passar antes do embarque no navio. Era para saber se não haviam engolido joias ou escondido algo nos cabelos. "Meio deprimente".

O roteiro da embarcação passava pela Suíça, onde Mauricio recebeu uma carta do antigo companheiro Nasser, pedindo seu retorno. Com orgulho ferido recusou-se a voltar e isso para sempre.

- Ele disse "não volto nem agora, nem nunca mais". Ele nunca voltou e nem me deixou voltar, apesar de mais tarde eu ter trabalhado próximo ao Egito, nunca voltei.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meus cinco casais prediletos em seriados


Richard e Monica

Pra começar, foi a separação mais difícil que já enfrentei! Quando Monica, naquela fase já achando que iria ficar sozinha no mundo, (re)descobre Richard, o amigo gatão e charmoso de seu pai, as coisas pareciam que estavam resolvidas no campo amoroso. Ele era admirado por seus amigos, os pais dela, primeiro acharam estranho, mas depois aceitaram numa boa, experiente, educado… o coroa perfeito, oras. Mas o problema veio logo por conta da diferença de idade, na verdade, diferença na perspectiva de vida. Richard já havia construído família, Monica queria uma e daí… a cena de rompimento mais triste ever! Eles se amavam, mas não tinham os mesmos objetivos, ponto final.
(Sim, Monica e Chandler conseguiram ser mais perfeitos)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A sociedade realmente muda? Inspirado em “Na pior em Paris e Londres” de George Orwell


Estou terminando de ler o livro do genial George Orwell, e estou apaixonada por esta leitura. Do autor, só havia lido “A revolução dos bichos”, meio que obrigada em algum ponto da faculdade. Não lembro de ter gostado tanto assim, alias, vou reler, porque não deveria estar pronta pra tamanha perspicácia. Enfim, o fato é que o “Na pior…” é um livro muito bem escrito, cheio de ironias e fortes indagações sociais.

Escrito em 1928 por Orwell, o livro retrata a pobreza bem de perto. Um jovem professor de inglês  em Paris, perde seus alunos e com isso sua pouca renda. À procura do sustento, penhora suas roupas e arruma trabalhos “escravos” nos restaurantes de Paris. Quando vai a Londres, com uma promessa de emprego, as coisas mudam e agora, ele está duro na terra da rainha. Perambulando pelas ruas, de albergue em albergue, convive de perto com os mendigos, vivendo de forma miserável.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Das coisas mutáveis da vida


Aos poucos
Vai se despedaçando
As opiniões
Esgarçando

A bela imagem
Tornou-se fotografia envelhecida
Agora é paisagem
Sem as profundezas da vida

O tempo transfomou-lhe
De raro a raso

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Troca de olhares


Desejou ela enxergar-se
Por meio dos olhos dele

E para ele,
Suas escolhas são ousadias
Suas vontades são expressas
Seus pensamentos são sonhos possíveis
Seus versos são romantismo
Seu vocabulário, engajado
Sua manha, pedido de colo

E tudo isso nela,
Ele enxergou
Trouxe o espelho
E a ela, mostrou

domingo, 30 de dezembro de 2012

Não busque o "pra sempre"


Isso mesmo. Não faça de sua jornada uma aventura pelo "pra sempre". Se me conhece você vai começar a pensar "ah, logo você, a menina que acredita em contos de fada". É verdade, eu acredito, mas se 2012 me ensinou alguma coisa foi que se há algum malefício em acreditar em conto de fada não é o "felizes", mas pode ser sim o "pra sempre".

Fazendo minha introspectiva 2012, um ano bem complicado, percebi quanta oportunidade perdi por ter como meta o pra sempre. Isso envolve chance de um emprego melhor e até mesmo o lado amoroso da vida.

Na hora que ia pesar os pesares era importante se ia durar, se era seguro. Poxa vida, como estar prestes a pular de um avião e ficar se perguntando se haveria chão.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Hoje

O hoje é meu desafio
A mente a vaguear sempre 
E desconfio

Que o hoje não vivo
O retardo do ontem
O falível amanhã

Perambulando por essas pontes
Fico sem
O presente 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Loucos em série

Amigos reunidos em um café conversam descontraidamente sobre o próximo encontro amoroso de uma das mulheres do grupo. “Mas ele só pode ter algum problema”, brinca o rapaz de jaqueta de couro preta e cabelo liso, escorrido na testa, sobre o suposto par da amiga. “Não é um encontro”, trata logo de afirmar a garota de cabelos volumosos, na altura dos ombros e jaqueta amarela. Dentre as provocações habituais que esse tipo de assunto traz a um grupo de amigos, de uma hora para outra, o assunto se volta ao sonho da noite anterior de um deles. “Eu estava lá, no meio do colégio e eu percebi que estava completamente pelado. Olhei para baixo e vi que tinha um telefone lá... ao invés do... De repente, o telefone começou a tocar, eu atendi e era minha mãe, o que é muito, muito esquisito, porque ela nunca me liga!”. Boquiabertos com o sonho do engraçadinho, eles não parecem notar a entrada de mais um de seus amigos.

O rapaz de casaco azul se junta ao grupo com uma expressão triste e fala pesada. O assunto torna-se mais sério, o divórcio do próprio, que aos 26 anos vê-se em uma situação inusitada, a esposa saiu de casa para juntar-se a outra mulher. 

- Calma gente, eu quero que ela seja bem feliz.
- Não quer não! - Afirma a moça de jaqueta amarela
- Não quero mesmo, ela que vá para o inferno, ela me deixou! 
- E você não sabia que ela era lésbica? - Ironiza o de jaqueta preta.
- Não! Por que todo mundo está com fixação nesse detalhe? Ela não sabia, como é que eu poderia saber? - Argumenta indignado.
- Fica calmo. Você está chateado, com raiva, sabe qual é a solução? Striptease! Você está solteiro! - Comemora o de jaqueta de couro.
- Eu não quero estar solteiro. Eu só queria ser casado de novo!
Neste momento, uma moça loira, com um vestido de noiva bufante entra correndo no café. Ela parece procurar por alguém.
- E eu só queria ficar milionário! - Brinca o rapaz do sonho.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pouso em São Paulo



Do alto, São Paulo revela-se um suntuoso mar de prédios e é só chegar em sua terra para sentir-se agitado e urgentemente alarmado.

O trem de pouso toca o chão com força e os freios do potente avião são obrigados a refugar o instinto da grande nave de voar.

Assim que a aeronave estaciona, homens de camisas e ternos listrados levantam-se empunhando seus smartphones, ávidos por fecharem grandes negócios e sentirem-se tão imponentes quanto a cidade.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vou Te Amar


Cansei de lutar
E decidi, vou te amar
Para isso não preciso parar
Sofrer ou chorar

Viverei
E a cada novo espetáculo
Do teatro, da lua, da vida
Estará reservado o seu lugar

Vou te amar
Até ser feliz
Até o vento parar de soprar
Até a morte me calar

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Meus cinco personagens masculinos prediletos em seriados

Não há como negar que muitas vezes acompanho um seriado por conta de um ótimo personagem. Ele se destaca, me conquista e acaba tornando-se referência na hora de torcer por essa ou aquela história.Foi difícil selecionar cinco personagens, afinal tantos já passaram por minha vida, me fazendo rir, refletir e até chorar. Sei bem que eles são trunfos de seus roteiristas, mas os atores também têm grande mérito. Portanto,  lá se vai a lista:

Tyrion Lannister

Empatia. Ele quase não entra na lista, estava concorrendo fortemente com Phill Dunphy (Modern Family), mas usando o critério de "me fazer acompanhar a série pra saber de sua história", ele ganhou.  O "half man" é astucioso e único Lannister admirável, sem ele, aquele reino iria estar ainda mais perdido. Irônico e inteligente, Tyrion tem uma queda por prostitutas, talvez sua maior fraqueza.  Já falei muito mais dele em um artigo específico - http://nosso-cha.blogspot.com.br/2012/06/astucia-da-perspectiva-tyrion-lannister.html

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vida após a morte



Pela última vez o coração bate no peito do jovem rapaz. Tum.... Tum... Tum... O coração ainda pulsando é retirado do aconchegante peito por mãos de luvas siliconadas.Colocado em uma caixa gelada, sente falta do calor do jovem. Por que será que me retiraram de lá? - pergunta-se o coração assustado.

Estão balançando-me demais, pensa. Do lado de fora, no alto do prédio, a mulher espera por um helicóptero que já se aproxima. Não há muito tempo, é preciso fazer valer a pena esse ato de carinho em meio a tamanha dor. Esquece por um momento seu medo de voar e lá do alto contempla o cinza da cidade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Abraço


Um abraço apertado
Tem o poder de remexer
O armário empoeirado
E fazer escorrer

A lágrima
De um peito angustiado
E fazer assim renascer
Sonhos outrora guardados

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jovem Idealista


Eu gostava mesmo

Daquele jovem idealista
A barba crescida
Camiseta de Cuba
Roupa sem marca

Pois bem,
Ele deve ser
Só mais um de seus personagens
Que você cansou de interpretar

Você é como um vício
Como se eu estivesse que ir ao AA
E gera uma efervescência
De viver pra te encontrar

A verdade é
Que eu te deixei voar
Mas vivo esperando
Você voltar

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um homem e uma flor


A pele escura encardida
A roupa já suja da vida
De um lado a outro ia
Sem medida

Nas mãos um vaso
Do qual saía uma flor,
Artificial como o cigarro
Que na boca queimava
E a barba amarelava

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Qual é a cor?


Na pele o vento cortante
Um frio desconcertante
Pisa o asfalto
Nada aconchegante

O cinza ao redor
Mistura-se com sua dor
Remexe o interior
Procura o calor

Um raio de sol
Amarelou
Clareou
Qual é a cor?