terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Profissão Perigo: 95 jornalistas mortos em 2008


O ano de 2008 termina com 95 jornalistas mortos no exercício da profissão. Esse é o resultado de levantamento realizado pela organização Campanha Emblema da Imprensa (PEC), que acompanha os números da violência contra profissionais de imprensa desde 2006. Apesar do número elevado, é o melhor resultado em três anos. Em 2006 foram 96 mortes e em 2007, 115.

“A segurança de funcionários das empresas de mídia se tornou um problema. Sessenta anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, as violações da liberdade de imprensa acontecem em várias regiões do mundo”, afirma a presidente da entidade, Hedayat Abdel Nabi.

O Iraque continua sendo o país com mais jornalistas mortos. Foram 15 desde janeiro. Porém, o número é pequeno se comparado com 2007 e 2006, quando 50 e 48 profissionais foram mortos respectivamente.

O México é o segundo país no ranking, com nove jornalistas mortos, seguido pelo Paquistão, com oito. Houve mortes de jornalistas em outros 29 países, incluindo o Brasil, com um registro.

Segundo os cálculos da entidade, nos últimos anos foram assassinados uma média de dois jornalistas por semana, sem contar as centenas deles que foram feridos, seqüestrados, ameaçados, ou presos em países como Mianmar, China, Zimbábue ou Eritréia.

Segundo a PEC a situação dos jornalistas piorou em 2008 no México, Paquistão, Índia, Tailândia, Rússia, Filipinas, Geórgia e Croácia.

Além do Iraque, a PEC constatou melhorias na Somália, onde se registraram dois mortos, contra oito em 2007, e no Sri Lanka, onde houve dois falecidos contra sete do ano passado.

Para a PEC a grande maioria dos jornalistas assassinados foi alvo em razão de sua profissão.

"Trata-se de assassinatos deliberados destinados a eliminar um indivíduo, em razão de suas investigações ou de suas opiniões contrárias às de grupos armados, de grupos políticos, de organizações criminosas ou de interesses locais", diz o comunicado emitido pela entidade.

Que as filas de vestibulandos, que só crescem para o curso de jornalismo, não pensem que essa profissão vive de glamour, pois muitas vezes, os profissionais da área são só mais um número, mais uma voz silenciada pelo poder, pelas guerras, pelo dinheiro.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Protestos em Copacabana

Na última semana, a ONG Rio de Paz realizou uma série de protestos na orla de Copacabana contra a violência que toma conta do estado fluminense.

Na primeira manifestação manequins representaram os corpos de pessoas enterradas em valas clandestinas e pessoas dentro de pneus lembravam as vítimas do chamado
"microondas" (prática dos traficantes, onde pessoas são incineradas vivas dentro dos pneus). Em outro protesto, 16 mil cocos foram deixados ao longo da praia representando cabeças de vítimas da violência.

Segundo o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa, o manifesto busca uma mobilização social perante as atrocidades cometidas no Estado.

Infelizmente, o que vemos hoje é uma acomodação não apenas por parte das autoridades e da justiça, mas também de toda a sociedade. As pessoas já se acostumaram com a violência que toma conta do país, se tornando telespectadores passivos da morte de tantos brasileiros.

Manifestações, atos contra a violência, passeatas, protestos, deveriam acontecer constantemente em um país que a cada perde tantas vidas de pessoas e que vê as famílias dessas vítimas serem obrigadas a conviver com os assassinos dos seus filhos, maridos, esposas, mães, pais, amigos, etc.

Nós apenas vemos atos como esses um ou dois dias após a morte dessas pessoas, e ainda apenas em casos de repercussão nacional. Se a população não se mobilizar todo o tempo em busca, não de um Rio de Paz, mas de um BRASIL de Paz, nada vai mudar.

Enquanto a população de baixa renda, maior vítima da violência, não correr atrás de seus direitos, as autoridades vão continuar fingindo que nada acontece nesse país.

Espero que manifestações como a da ONG Rio de Paz seja imitada por todo o país para que um dia elas não sejam mais necessárias.

O "beijo da despedida"

O presidente dos Estados Unidos da América em sua última visita ao Iraque, participou de uma entrevista coletiva em Bagdá neste domingo (14), e recebeu de presente uma “sapatada” de um jornalista iraquiano.

O “presente” foi recebido quando Bush cumprimentava o premiê do Iraque, Nuri al-Maliki. O sapato não chegou a atingir o presidente americano, que rapidamente se desviou. O jornalista além de jogar o calçado e o batizar de o “beijo da despedida” também o xingou de “cão” em árabe.

O companheiro de profissão foi convidado a sair acompanhado por agentes de segurança iraquianos e homens do serviço secreto dos EUA.

Enquanto o constragimento tomava conta de Maliki, Bush diz não se incomodar, e pedia calma aos presentes.

Não nos esqueçamos que o Iraque ainda esta em “guerra”. Com tropas americanas para todos os lados. Depois da coletiva alguns jornalistas pediram desculpas pelo incidente. Bush declarou que não se sentiu ameaçado, (o que você acha ?).

Um presidente que teve um dos piores índices de aprovação, em visita em outro país recebe um presente desse? acredito Bush, que você deveria rever os seu conceitos. O "teatro" da guerra do Iraque pode ter te custado vários presentinhos como este, não que seja certo, principalmente vindo de um jornalista (que tem que ser imparcial e verdadeiro), mas acredito que em muitas cabeças independente de país já pensaram em pequenas, médias e grandes lembracinhas de despedida para você.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Robô "mulher perfeita"



O inventor canadense Le Trung criou Aiko, uma robô andróide que fala inglês e japonês, é boa em matemática e, segundo Trung, é muito paciente e nunca reclama.

Le Trung, define seu projeto como o encontro da ciência e da beleza. Feita de silicone, com 1,52 metro de altura, Aiko levou apenas um mês e meio para ser construída. O software que controla as ações da robô, no entanto, consumiu alguns anos e mais de R$ 50 mil do bolso de Trung.

A "mulher ideal" do canadense é capaz de ler, reconhecer rostos e objetos e reagir a temperatura ou toque. Ela tem sensores em todo o corpo, "inclusive lá embaixo", explica Trung. Mas ele garante que não tem relações sexuais com a andróide e que ela "ainda é virgem".

Além de fazer companhia ao inventor e ajudá-lo com as contas, Aiko tem habilidades mais servis, como limpar o banheiro e massagear os ombros de Trung. Ela também prepara chá e café, serve sushi, faz o café da manhã e limpa as orelhas de seu criador.

"Ela não precisa de feriados, comida ou descanso, e pode trabalhar quase 24 horas por dia. Ela é a mulher perfeita," disse o inventor.

Então, segundo o inventor, uma mulher perfeita é aquela que não tem vontade própria, que limpa, cozinha e satisfaz os desejos de seu "dono". Infelizmente ele não é o único homem (?) que pensa assim.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

J U S T I Ç A ?????


O ano de 2008 foi marcado nos noticiários tragédias envolvendo crianças. Uma delas foi o de João Roberto um menino de três anos que estava no carro com a sua mãe e o seu irmão. Os policiais alegaram que o carro da família foi confundido com carro de assaltantes e que houve perseguição. A mãe nega essa perseguição, disse que parou para a patrulha passar. Foi contabilizado 17 disparos no veículo da família.

Ontem aconteceu um julgamento de um dos policiais, e os jurados decidiram absolver o policial da acusação de homicídio duplamente qualificado (quando há o uso de arma de fogo sem chance de defesa para a vítima). Na avaliação do júri, o PM agiu de acordo com o que é exigido pela função dele. Mas acabou acatando de que teve tentativa de homicídio da mãe e do irmão de João. e a sentença foi de sete meses em regime aberto mas acabou sendo substituido por prestação de serviços à comunidade.

“Eu estou chocada, meu filho morreu em vão”. A frase é da mãe do menino João Roberto, Alessandra Amorim após ter o conhecimento da sentença. “Não podemos aceitar o que aconteceu hoje. É um absurdo dizer que a pessoa estava no cumprimento do dever. Matar uma criança de 3 anos, quase matar minha mulher e meu outro filho e sair daqui impune, estar nas ruas de novo, isso não pode acontecer. Acredito até o final na Justiça. Essas pessoas vão ter que pagar pelo homicídio do meu filho. Isso não vai ficar assim. Ainda não acabou”, protesta o pai de João Roberto, Paulo Roberto.

...após a minha perplexidade sobre o caso, acredito piamente que a justiça não é cega, que a justiça não erra, que a justiça aceita que um menino de três anos, apenas três anos poderia sim ter se defendido (é o que podemos entender sobre a sentença). Quando falamos em despreparo da polícia, podemos afirmar, com todos esses acontecimentos e o lamentável julgamento de que o despreparo que tanto se fala é muito além dos próprios soldados.

Aqui deixo os meus parabéns ao juri, ao poder judiciário, e ao cabo Willian de Paula, todos por exercerem muito bem a sua função.



fonte: G1 e jornal da Globo

Só mais uma morte em vão

Mais uma vez a justiça deu provas de que tantos inocentes têm morrido em vão e de que nada na sociedade mudará.

A absolvição do policial responsável pela morte do menino João Roberto, é só mais uma entre tantas provas da falta de qualificação daqueles que são responsáveis por julgar casos como esse no país.

Mais uma vez um profissional despreparado volta às ruas, e mais uma vez a população brasileira ficará revoltada com essa decisão da justiça.

"Ele estava cumprindo seu dever", diz o júri. Nesse momento, grande parte da população se pergunta: "Mas que dever é esse, que diz que uma criança de 3 anos pode ser morta de maneira tão brutal?"

Será que agora o dever da polícia, que deveria nos proteger, é nos ameaçar e nos fazer sentir medo a cada vez que andamos na rua e
nos deparamos com uma viatura?

E claro, não podemos esquecer do último exemplo de despreparo protagonizado por um policial com o tiro dado "sem querer" na cabeça de um torcedor do São Paulo.

Será que algum dia esses crimes serão julgados com o rigor que merecem? Ou será que continuaremos como telespectadores de injustiças como essa?

Depois de 40 anos, o começo do fim do Mouse

Há 40 anos era apresentado para o mundo um dos periféricos mais utilizados pelos usuários de PCs: o Mouse.

No dia 9 de dezembro de 1968, Douglas Engelbart mostrou durante uma conferência em San Frascisco esse dispositivo que ajudou a mudar as relações entre o homem e os computadores. Mesmo demorando quase uma década para chegar ao mercado, o Mouse se tornou um item importante no dia-a-dia das pessoas.

No entanto, o avanço da tecnologia e o surgimento de novos dispositivos podem fazer com que esse ícone de tantas décadas deixe de ser usado pelas gerações que estão por vir. Telas de toque, dispositivos "high-tech", o sistema touchpad dos laptops, entre outros, podem decretar a aposentadoria dos mouses.

Para alguns pode ser difícil acreditar que uma "ferramenta" tão comum e que foi tão essêncial para facilitar o uso dos computadores pode estar perto do seu fim.

Já especialistas de área acreditam que ele vá deixar de ser utilizado em um futuro muito próximo.

Pois é, depois do fim dos disquetes, dos monitores de tubo e de outros dispositivos utilizados no passado, agora é a vez do mouse começar a dizer "Adeus" para o mundo da tecnologia.

O velho sabor da impunidade


Pela manhã os gritos de um pai na TV me chamaram atenção, era Paulo Roberto, pai do menino João Roberto, assassinado pela polícia em julho deste ano. O julgamento do crime inocentou o policial militar William de Paula da acusação de homicídio duplamente qualificado.

Por quatro votos a três, os jurados decidiram absolver o policial da acusação de homicídio duplamente qualificado (quando há o uso de arma de fogo sem chance de defesa para a vítima). Na avaliação do júri, o PM agiu de acordo com o que é exigido pela função dele (matar inocentes?).

O júri também não acatou a tese da acusação de que houve tentativa de homicídio contra a mãe e o irmão do menino João Roberto, e decidiu condenar o cabo William por lesão corporal. A pena estabelecida foi de sete meses em regime aberto, mas acabou substituída pela prestação de serviços à comunidade, sete horas por semana, durante um ano.

“Não podemos aceitar o que aconteceu hoje. É um absurdo dizer que a pessoa estava no cumprimento do dever. Matar uma criança de 3 anos, quase matar minha mulher e meu outro filho e sair daqui impune, estar nas ruas de novo, isso não pode acontecer. Acredito até o final na Justiça. Essas pessoas vão ter que pagar pelo homicídio do meu filho. Isso não vai ficar assim. Ainda não acabou”, protesta o pai do menino.

O outro policial militar acusado da morte do menor, Elias Gonçalves, ainda não teve o julgamento marcado.

Mais uma vez a Justiça lava as mãos e deixa com que mais um criminoso sinta o gostinho de ser impune, ser imune à condenação, ser livre para atirar contra um carro de uma família, por engano, matar uma criança, realmente essa deve ser a função dos policiais, eles estão acima da lei, e decretam pena de morte a todo instante.

A impunidade me enoja ...

Na Grécia a população se revoltou após Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos, ter sido morto baleado por policiais durante um ato na capital. Já é o sexto dia seguido de violentos protestos de rua no país.

Na quarta-feira, um tribunal ordenou que os dois policiais gregos acusados de ter matado o adolescente fiquem presos preventivamente até seu julgamento. Epaminontas Korkoneas, autor dos disparos, foi acusado de homicídio culposo. Vasilis Saraliotis responderá por cumplicidade. A data do julgamento ainda não foi marcada, mas ele pode demorar meses para ser realizado.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ronaldo é do Corinthians!


O jogador Ronaldo "fenômeno" é do Corinthians, após vários meses se recuperando no Flamengo, Ronaldo acerta com a diretoria corintiana.


O Corinthians começa a pré-temporada 2009 agitando o futebol, e dando um golpe de mestre no marketing, só nessa tarde estima-se que já foram vendidas quase 100 camisas do Ronaldo na loja oficial do clube, no Parque São Jorge.


Ronaldo, ídolo mundial, retorna ao Brasil após inúmeras contusões e algumas confusões, sem jogar desde fevereiro de 2008, tem como principal obstáculo o peso. Precisa entrar em forma para agradar à fiel torcida. Basta saber se o atacante corresponderá as espectativas.


Segundo a assessoria de imprensa do Alvinegro, Ronaldo deve se apresentar nesta sexta-feira no Parque São Jorge. Apesar das primeiras especulações apontarem para o fato de que contratação seria bancada pelo fornecedor esportivo do clube, a Nike, a empresa negou. O contrato que será firmado valerá por um ano com possibilidade de renovação por mais um.


Enquanto isso, no Flamengo torcedores que criaram a campanha "Fica Ronaldo", rasgaram fotos do jogador.


E aí, Ronaldo vai conseguir reerguer a carreira no Corinthians?

Quem será mais beneficiado, o Timão ou o atacante?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

"Ficha Suja" - impedir a candidatura


Depois de tanto ouvir e ler a respeito de que o Brasil não tem mais coragem, e nem atitude de mudar. O movimento anti- corrupção responde, com o lema voto não tem preço mas consequência. Está circulando por todo o Brasil a lista que recolhe assinaturas com o nome de Movimento anti-corrupção. Com o objetivo de recolher assinaturas pra impedir a candidatura dos chamados "fichas sujas".

Na terça feira (9), acontecerá uma mobilização em todo o território nacional, em conjunto com o Dia Mundial de Combate à Corrupção.

Após recolher o maior número de assinaturas os responsáveis pelo movimento irão enviar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular, impedindo a candidatura dos políticos que possuem uma bagagem de problemas, processos e corrupção.

Segundo o movimento, a campanha --que começou em abril deste ano-- já conseguiu mais de meio milhão de assinaturas e amanhã pretende ampliar o número com os "mutirões" por todo o país.

Os postos de coleta serão implantados em lugares com o maior números de pessoas transitando, como por exemplo, em ocasiões anteriores na Avenida Paulista aqui em São Paulo, Esplanada dos Ministérios em Brasília e assim por diante.

Este ano na capital paulista será instalado na praça da Sé a partir das 9h até as 17h.

Muitos podem considerar um atitude pequena, estão enganados. Acredito que tudo é válido, e uma atitude como esta mostra que os brasileiros há tempos descontentes, acham que agora podem e devem arregaçar as mangas e mudar o país.

Este Movimento tem o projeto desde 1997 e está em busca do milhão de assinaturas. Não podemos admitir de forma alguma um político com processos de corrupção voltar a sentar na cadeira da câmara ou da assembléia. Acho que com essa limpeza pode -se conseguir uma organização na educação, na saúde e na infraestrutura sem se esquecer da segurança.

O mal da sociedade é se acomodar, e um movimento como esse é uma resposta a todos aqueles candidatos que acham que podem fazer e desfazer e ficar por isso mesmo, por que na próxima eleição ele acredita que pode conquistar o seu voto.

Por isso a importância de assinar a lista.

Só me resta uma dúvida. Se aprovado no Congresso será que vamos ter algum candidato para o pleito de 2010?

Para mais informações acesse: http://www.lei9840.org.br/

São Paulo: melhor time do Brasil


Pela terceira vez seguida o São Paulo é campeão do Brasileirão. Com o título, o Tricolor Paulista garante o Hexa, sendo o primeiro time brasileiro a alcançar a marca.

Desacreditado no início do campeonato, o time chegou a ficar na zona do rebaixamento, nas primeiras rodadas, ficou também muito tempo fora da zona de classificação para Libertadores, e após o primeiro jogo do segundo turno, em que perdeu para o Grêmio, ficou 11 pontos atrás e para a grande maioria (inclusive eu), o título estava perdido.

Mas o Tricolor reagiu... Com vitórias importantes e contando com tropeços dos rivais, o time de Muricy Ramalho foi chegando, chegando, chegando... E chegou! Só na 33ª rodada é que o São Paulo virou líder. E não largou mais. Seis rodadas na ponta, 18 partidas sem saber o que é perder e o jogo com o Goiás só confirmou a conquista.

Jogo esse cercado de polêmica, desde a mala branca gremista até afastamento do árbitro da partida, por denúncia. O juiz Wagner Tardelli, escalado para apitar o jogo, foi retirado da partida pela Comissão de Arbitragem. Motivo: suspeita de tentativa de manipulação de resultado, envelopes, convites do show da Madonna... (?) Após a conquista do hexacampeonato, o goleiro Rogério Ceni pediu que o suposto suborno endereçado ao árbitro Wagner Tardelli seja investigado com rigor.

- Estou há 18 anos aqui e sei que o São Paulo nunca faria nada, assim como o Grêmio também não. Mas são coisas que vão além do futebol, porque tem muita gente colocando muito dinheiro no futebol e às vezes gosta de atrapalhar a vida dos outros. É gente que gosta de aparecer. Espero que seja apurado e a mesma pessoa que ligou contando as coisas também saiba agora explicar - diz Ceni.

Durante o jogo, outra polêmica, o gol do título foi irregular, mas o Bandeirinha não marcou.
- Não me interessa se eu estava impedido ou não - disse Borges à TV Globo, na saída do intervalo, dando de ombros para a polêmica.

Assim, após os 90 minutos e 38 rodadas, o São Paulo sagrou-se Hexacampeão brasileiro ( 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008), conquistando o Tri ( 2006, 2007 e 2008).

E Muricy igualou Minelli, conquistando 3 títulos seguidos do Brasileiro. Ele agradeceu à torcida pelo apoio, mas tenho certeza que muito mais gratos estão os torcedores, pelas alegrias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Doha: Argentina apela para que Brasil não a deixe só


Continua o impasse na Rodada de Doha, e a Argentina pede para que o Brasil fique ao seu lado. "O Brasil não vai querer que o país fique sozinho" nas negociações da Rodada, afirmou o o secretário de assuntos econômicos internacionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Alfredo Chiaradia.

Ele é o principal negociador da Argentina no Mercosul e nas discussões no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC). Com as declarações, o embaixador sinalizou esperar que o Brasil prefira fortalecer o bloco a optar por Doha. Enquanto o governo brasileiro defende um entendimento ainda neste mês, a Argentina interpreta que as discussões estão desequilibradas, com os países ricos pedindo maior abertura para produtos industriais aos países em desenvolvimento, mas sem oferecer o equivalente na área agrícola.

Segundo Chiaradia, o fato de um dos sócios do Mercosul querer avançar unilateralmente nas negociações externas, coloca em risco alguns pilares do bloco, como a Tarifa Externa Comum (TEC) para os produtos importados de outros países. Mas ele acha que o Brasil vá colocar em risco a estabilidade do bloco, por conta de um acordo de comércio unilateral da liberalização de comércio.

Para o embaixador o problema do Mercosul é não ter "uma única voz". "Esse é um problema: vamos negociar com mundo e não temos uma posição unificada". Chiaradia afirmou ainda que o Brasil não ofereceu compensações à Argentina, caso se chegue a um acordo este ano.

"Não acho que se tratem de compensações do Brasil para a Argentina. As únicas conversas que tivemos sobre isso indicavam a sugestão do Brasil de que a Argentina tivesse mais tempo para instrumentalizar os cortes (tarifários do setor industrial). A resposta argentina foi que não era questão de mais tempo e que nossa proposta está sustentada nas regras das negociações. Uma negociação tem regras e as regras têm que ser cumpridas".

Um negociador brasileiro explicou que essa "compensação" poderia surgir a partir da abertura de mercados no Brasil para produtos argentinos - o que, no entanto, não parece estar nos planos argentinos.

Neste ponto, estou com os argentinos, não se cabe mais acordos unilaterais, que desfortaleçam o bloco economico da América do Sul. Sendo o Mercosul um bloco economico mais fraco, o Brasil não deveria optar por um benefício unilateral, já que a abertura para produtos agrícolas beneficiariam todo o bloco sulamericano. Mas os países ricos não pretendem abrir o mercado, e mesmo assim querem que os países em desenvolvimento abram o tal mercado para seus produtos industrializados.

Um consenso sem esclarecer este ponto, seria um acordo unilateral, para os países ricos, é claro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Instituição que atende crianças com HIV será fechada


Por falta de dinheiro, Casa do Sol vai parar de atender crianças portadoras do vírus HIV em São Paulo. A Casa Sol, que funciona na Zona Sul da cidade há dois anos, está com o aluguel atrasado há quatro meses e já recebeu a ordem de despejo.

A instituição atendia 472 crianças no bairro São Judas. Elas recebiam tratamento odontológico especializado para portadores de HIV, além de aulas de informática.

Dia 1 de dezembro é o dia mundial de combate à Aids, doença proliferada no Brasil nos anos 80, atingiu (e ainda atinge) várias pessoas, inclusive ídolos da época. Cazuza e Renato Russo são exemplos de ídolos mortos pela doença. Muito já se foi feito, mas há muito o que se fazer, conscientizar têm sido a arma dos governos no combate ao vírus. A doença também chegou às crianças, que contaminadas por seus pais, sofrem desde o nascimento, com o preconceito e muitas vezes, falta de recursos. Instituições e Abrigos, às vezes, são a única saída e esperança dessas crianças, mas não recebem o apoio devido, tanto do Governo como da sociedade, que simplesmente fecha os olhos para aquilo que não é agradável enxergar.

Meses atrás tive a oportunidade de abrir meus olhos, em visita à um abrigo de crianças, umas com HIV, outras sem, pude enxergar uma nova realidade. Abaixo o texto escrito para a Revista Cereja.

A idéia de visitar crianças em um abrigo não parecia assim muito agradável, afinal para que sair do meu mundo repleto de alegrias e tocar em um mundo onde crianças esperam que algo mude suas vidas a cada dia? Todos somos cheios de pré-conceitos, e cheguei a achar que a visita me faria mal, me deixaria triste, as crianças além de serem abandonadas tinham o agravante de terem HIV. Por que tocar na dor dos outros?

Ao me deparar com o grande portão azul que abre um universo paralelo, vi que não havia mais jeito, era descer a rampa e vivenciar o que estava por vir. E vi crianças correndo com suas “motocas”, era hora de brincar! Vi a “tia Fá”, coordenadora do abrigo, a quem as crianças recorrem a todo instante, seja para uma queixa, um pedido ou até mesmo uma homenagem. Fátima é uma pessoa admirável, dessas que não se encontra todos os dias, dessas que você tem que conhecer. Depois de ouvir bastante, percebi que a luta dela em manter a mente dessas crianças e adolescentes sã é muito grande, há tantos conflitos. Imagine-se dentro de uma casa que não é sua, rodeado de pessoas que não são sua família, você não tem mãe, nem pai, nada para chamar de seu...é um belo roteiro para a mente de um adolescente tornar-se ainda mais confusa.

E o lanche da tarde! As crianças menores sentaram-se em uma mesa , batiam as mãos e cantavam: “el, el , el , queremos pastel!”. Isso mesmo, pastel e refrigerante, por coincidência meu almoço do dia, mas não me lembro de ter ficado tão contente. Depois tive a oportunidade de ouvir Robson , uma garoto de 14 anos, ele tem o mesmo sonho de um garoto de 14 anos que conheço, quer ser jogador de futebol.

Fui presenteada com brincadeiras no “parquinho”, segurando em minha mão, Israel me puxou para brincar, gira-gira, escorregador, achar pedrinhas, e o melhor, o som de gargalhadas infantis e o sorriso de cada uma delas.

Ao subir a rampa, chegando no portão azul, olhei para trás e vi Roberto acenando um tchau sorridente, “eles estão acostumados a se despedir”.

No final, não estava triste, mas agradecida. As crianças e adolescentes que encontrei, ainda tinham alguém que zela por eles, pensei naqueles que dormem nas ruas e não tem nem um pastel para comer....sempre temos o que agradecer!

Todos nós só queremos uma coisa: vHIVer!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Você viu? Então denúncie, Celso Pitta vale R$ 1 mil


Passando por “necessidades”, família de ex-prefeito Celso Pitta oferece recompensa de R$ 1 mil para quem denunciar à polícia seu paradeiro. "Estamos fazendo isso por necessidade máxima", disse a filha do ex-prefeito, Roberta Camargo Pitta do Nascimento.

O ex-prefeito teve prisão decretada oela 5ª Vara de Família de São Paulo na semana passada, por uma dívida com a ex-mulher de pensão alimentícia questionada na Justiça. Desde essa data foi declarado foragido pela polícia.

A ex-primeira dama de São Paulo cobra o pagamento atrasado de 5 meses de pensão alimentícia. A oferta de recompensa pela prisão de Pitta foi feita, segundo Roberta, porque se precisa de "ajuda para capturar ele". "Não perdemos a esperança na polícia. É uma pessoa que tem certa periculosidade. Precisa de ajuda pra capturar ele", disse a filha do ex-prefeito.

A garantia de que a recompensa vai ser paga, segundo Roberta, é somente a "palavra" da mãe. A família pede para que quem tenha informações, que levem à prisão de Pita, procure a delegacia mais próxima para fazer as denúncias.

Como dizem, nesse País a única coisa que deixa uma pessoa na cadeia é o não-pagamento de pensão alimentícia. Se acharem Celso Pitta ele será preso com justiça, mas não pelos crimes certos.
Dá-lhe justiça brasileira!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Saramago no Brasil


Nesta quarta-feira (26), o escritor português José Saramago, recebeu uma homenagem na Academia Brasileira de Letras, durante o lançamento mundial de seu livro, “A viagem do elefante”.

Em discurso Saramago falou sobre a língua portuguesa e literatura: “A questão da linguagem é fundamental na narrativa”, disse, citando o romance "Grande sertão: Veredas" de Guimarães Rosa como exemplo.

José Saramago é o único escritor da língua portuguesa premiado com o Nobel da Literatura, e é conhecido internacionalmente por romances como “A jangada de pedra” e “Ensaio sobre a cegueira” – este último, adaptado para o cinema sob ó título de “Cegueira” pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles (quem ainda não viu,veja!). Em setembro de 2008, o escritor abriu um blog onde relata suas opiniões e reflexões – inclusive sobre o Brasil.

Saramago participa ainda do lançamento do novo romance no SESC Pinheiros, em São Paulo, nesta quinta-feira (27) e da inauguração da exposição “José Saramago: A Consistência dos Sonhos”, que abre na próxima sexta-feira (28) no Instituto Tomie Ohtake.

“A viagem do elefante” é baseado em um fato verídico: o rei de Portugal, Dom João III, resolveu dar um elefante de presente ao arquiduque da Áustria em 1551. O romance mostra a jornada do elefante Salomão, que encontra pela Europa uma série de personagens históricos e anônimos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mais um novo registro de nascimento


Podemos dizer que o trabalho de parto começou na noite de domingo (16/11) para segunda. Algumas das mães não dormiram direito e logo pela manhã pronto! O nervosismo e a ansiedade já nos tomou conta. Celulares a postos e cabeças a mil.

Ás 8 h e 25 min nos despedimos do pai Diego. Seguimos então com todo cuidado para o metrô. Esperamos um, dois, e embarcamos no terceiro que estava menos lotado. Frizando que as cabeças das mães continuam extremamente nervosas e interligadas. O pai também está preocupado, pois não dormiu a noite por culpa da criança e foi para de fisioterapia atrasado pela demora de uma mãe.

Desembarcamos na estação Sé, o medo toma conta. Quanta gente, e aquele empurra e não empurra o bebê fica em uma situação super apertada preocupando ainda mais as mães. Sem contar com aquelas que não puderam estar presente mas o coração estava nas mãos.

Chegamos no local que iria trazer o nosso bebê ao mundo, indicado pelo padrinho Diego Marcel. Não sabemos qual nervosismo é o pior, se é aquele que você está sentada esperando alguém descer com ele nos braços ou as mães que ficaram em seus respectivos trabalhos esperando uma notícia qualquer. Entregamos, esperamos, momentos de tensão, ligar, atender, alívio, espera, paciência, atender novamente, espera, atender, fome, espera, espera,espera e finalmente as 13 horas, a felicidade e alegria de ver os nossos 7 bebês ! É lindo! É único! É maravilhoso!

Chegou a hora de ligar para as quatro mães, mas a mãe não conseguia falar de tanta emoção e a adrenalina abaixando, então resolveu escrever: Nasceu!

Nasceu a nossa primeira revista que foi batizada de Mídia in foco e assinamos ontem a certidão de nascimento com a Ana Paula na seguinte ordem:

Chorando de alegria, mas detestando a foto– Christiane Aguiar

Querendo pegar de volta, pensando como vai fazer para roubar uma – Monique Souza

Em seu pensamento é lindo lindo, com os olhos marejados – Rafaela Oliveira

Precisamos comprar presentes para tanta gente – Rebeca Borges

Eu o peguei no colo quero quero e quero – Thayna Santos

Este projeto aconteceu e ficou lindo graças ao pai Diego, que com toda a sua competência trouxe a vida uma revista linda. Há não podemos esquecer da madrinha Thais que também colaborou muito com a sua criatividade. O que nos resta é agradecer!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

[REC]: Assustador


Em um sábadão, em meio a ajustes finais na revista Mídia In Foco (Projeto Experimental da Faculdade), e descanso merecido, nada como ir ao cinema no fim da noite, para acalmar, distrair e claro, compartilhar de uma companhia prá lá de agradável.

Escolher um filme: nada da franquia 007, “Última para 174” já não dava mais tempo. Com a demora na fila, um pouco de indecisão, ganhou “[Rec]”, um filme de terror, cuja a sinopse me foi dada por Diego. Bom, nada a temer, nunca fui de ter medo de filme, e ainda estava com meu protetor. Antes de entrar na sala: muita pipoca!

O filme começa, e as falas em espanhol...

Monique: É espanhol?
Diego: É!
Monique: Hum...

“Aquele breve pré-conceito por não ser uma produção Hollywoodiana” ... que passou rapidamente, pois o filme te prende. Com aquele ângulo de câmera em mãos, é impossível se desprender da tela, até mesmo nos momentos mais horripilantes, e olha, não são poucos.

Uma jornalista e seu operador de câmera estão fazendo uma reportagem em um quartel do Corpo de Bombeiros com a intenção de mostrar o dia-a-dia desses profissionais. Mas ao acompanhá-los a uma de suas saídas noturnas, o que parecia uma ocorrência rotineira de resgate se converterá em um autêntico inferno. Presos no interior de um edifício, os bombeiros e a equipe de televisão vão se deparar com um horror desconhecido e letal.

Isso mesmo, Zumbis! Nunca gostei de filmes de zumbis, por achar fantasioso demais. Mas em meio ao filme, nada parecia fantasioso, era real. Ainda mais quando fui deixada sozinha por instantes para nos abastecer de mais pipoca, que medo! Ainda bem que ele foi rápido, como todo super-herói.

A sala de cinema pulava em certos momentos. Muitos sustos. E no final, nossa, até o meu super-herói saltou da poltrona. Surpreendente!

Nunca um filme de terror foi tão engraçado, ao menos pra mim. Pois, os comentários, os sustos pós-filme, foram todos muito divertidos. E um fim de noite incrível, com um namorado atencioso, que subiu comigo até o 9° andar do prédio onde moro.

Não estava com medo, era charme, para ter mais segundos preciosos ao lado de quem se ama!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cadê o 78252?


No auge da guerra fria em 21 de janeiro de 1968, um avião carregado com quatro bombas nuclear cai na Groelândia (província autônoma da Dinamarca). Ele era um dos bombardeiros B-52 e se chocou no gelo do mar.

O governo na época deixou claro de que as bombas foram destruídas. De acordo com documentos secretos obtidos pela BBC, três misseis foram destruídos, mas o 78252 (o quarto) não, sabe porque? Porquê ele está perdido em algum lugar no oceano.

Este míssel foi perdido assim que o gelo derreteu. O governo norte americano tentou localizar utilizando submarino mas não obteve sucesso, e acabaram desistindo. De acordo com William H. Chambers, um ex-projetista de armas nucleares do laboratório de Los Álamos, nos Estados Unidos, "Houve decepção por causa do que pode ser chamado de fracasso na recuperação de todos os componentes", disse Chambers à BBC, referindo-se à bomba não encontrada. "Seria muito difícil para mais alguém recuperar peças secretas se nós não podíamos encontrá-las."

O correspondente da BBC em assuntos de segurança Gordon Corera, a idéia na época é que o material de revestimento da bomba poderia se desmanchar e espalhar a radição pelo oceano. Mas ele acredita que como é um imenso reservatório de água, nada iria ser afetado.

Já os moradores da região, alegaram para o reporter da BBC de que tiveram sim problemas no ambiente e com a saúde por culpa da radiação. Esta declaração não é confirmada pelas autoridades.

A BBC teve acesso aos documentos graças a lei de liberdade de informação nos EUA. Mas ainda existem "papeladas" sobre o assuntos mantidos em sigilo absoluto.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vai para o arquivo


Rachel Maria Lobo de Oliveira Genofre, 9 anos, desapareceu na segunda-feira (3), encontrada no dia 5 (quarta-feira), dentro de uma mala abandonada, na rodoviária da cidade de Curitiba, morta.

Atos violentos acontecem todos os dias, mas quando atingem crianças há uma mobilização maior, um indignação “mais forte”. Quem seria capaz de assassinar um criança de 9 anos, com requintes de crueldade? Afinal, o corpo da menina apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento.

Durante a cobertura do fato, várias hípoteses foram levantadas. Por Rachel fazer parte da rede de relacionamento mais famosa do Brasil, Orkut, o crime poderia ter alguma relação com a internet, coisa que o pai da garota, Michael Genofre, não acredita. Ele disse que a menina entrava na internet sempre com a supervisão de um adulto. Também foi levantada a questão de descuido dos pais, porque a garota ia à escola e voltava para casa sozinha, de ônibus. Isso porque não havia transporte escolar disponível.

Para Genofre, não havia problema no fato da filha ir sozinha, de ônibus, à escola."O culpado é quem assassinou minha filha, não a gente. Muitas crianças vão para a escola sozinhas porque precisam. Isso é uma realidade. Não dá para dizer que isso aconteceu porque ela andava sozinha."

A verdade é que, Rachel, foi mais uma vítima de violência, e sendo seu assassino preso ou não, ela se tornará mais uma estatística. Para sua família e amigos, um vazio. Para a sociedade um acréscimo nos números.

Que "Rachels, Isabellas, Eloás, Joãos Hélio, Joãos Roberto", não sejam simplesmente arquivados, que alguém tome providência, pois a violência chegou à nossas casas e já não temos proteção.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Orgulho e esperança para uns, e guerra para outros


Esta eleição em especial chamou a atenção nos quatro cantos do mundo, independente de ser pobre, muito pobre ou rico, muito rico. Desde a comoção na Africa a alegria e o alivio na Europa. Esta eleição juntou povos e etnias do mundo e todos com um único ideal "a esperança de mundo melhor". E porque não esssa esperança vir acompanhada por um momento histórico, um negro na Casa Branca, ou para um "ser" chamado Thomas Robb, "Barack Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos", e não negro, já que "ele não foi criado em um ambiente negro". "Ele foi criado por sua mãe [branca]", argumenta, na nota entitulada "América, nossa nação está sob julgamento de Deus!".

Robb é pastor protestante e diretor da Ku Klux Klan, é a associação racista mais famosa do mundo identificada pelo seu capuzes brancos, cruzes incandescentes, e crimes raciais. Ele acredita que com a eleição de Obama, o "povo branco" dos EUA vai perceber que é hora de se unir contra aqueles que odeiam seu modo de vida - estrangeiros e negros. "Essa eleição de Obama nos chocou? Nem um pouco! Nós vinhamos avisando ao nosso povo que, ao menos que os brancos se juntassem, seria exatamente isso que aconteceria", incitou.

Para Robb a eleição foi uma guerra de raça e cultura contra o povo branco. Essa associação nasceu após a Guerra Civil Americana em 1861-1865 (que pôs fim a escravidão nos Estados Unidos),e tem com o objetivo de impedir a integração dos negros na sociedade, hoje século 21 os estrangeiros também são considerados "inimigos".

Enquanto o mundo inteiro torce realmente para que o homem mais poderoso do mundo faça um bom governo e passe por todos os desafios que estão e estarão por vir, independente de ser negro, branco, amarelo, vermelho, azul, frutacor....não importa, é interessante como ainda existe pessoas que vivem e pensam como se estivesse no século 19. Que julga a cor e não o carater do indivíduo, e que acredita em uma raça suprema. E como é explicado que o ambiente de criação é o responsável pela etnia do ser humano?

"Temos a sensação da história estar passando pelos nossos olhos", diz a jornalista Sonia Brid em sua matéria para um telejornal. Como colega de profissão é bem essa realidade que estamos vivendo, como somos segundo nosso coordenador Marco Moretti, "os contadores da história", é um momento mágico no qual nosso filhos netos quando forem ler os livros de história e ver o primeiro negro a assumir a presidência dos USA, nós vamos podem comentar sobre este fato, sabe porquê?

PORQUE NÓS VIVEMOS O FATO!

É fantástico é mágico... e torcemos para aquele ser humano ter sucesso, que essa esperança mundial seja concretizada, e aqueles que estiverem contra só por causa de uma cor de pele, percebam que o homem negro Barack Obama da Write House fez um bom trabalho para todos independente da cor e da etnia dos beneficiados.

E se não tem o que se preocupar além de achar que cor é um problema sério, aqui vai algumas sugestões: Que tal se preocupar com crianças que estão morrendo de fome, que tal se preocupar com crianças e jovens perdidos no mundo da drogas, ou então se não gosta de gente, que tal cuidar dos animais e arvores que estão sendo destruidas...se atualiza estamos no século 21, tecnologia, descobertas científicas e muitas outras boas coisas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

American Dream - “Yes, we can”


Confirmando as expectativas mundiais, Barack Obama foi eleito, o primeiro presidente norte-americano afro descendente, quebrando uma barreira até então instransponível, um país dividido e segregador, vai as urnas em votação recorde e elege, um homem negro, há pouco desconhecido e agora adorado pelo mundo inteiro. Obama tem a responsabilidade de, no dia 20 de janeiro de 2009, assumir um país desconfiado e em plena crise economica.

Mas, qual a trajetória deste homem que emociona o mundo?

Quando subiu ao palanque da Convenção do Partido Democrata, em 2004, para apoiar a candidatura de John Kerry à presidência dos EUA, Barack Obama era apenas um político regional, pouco conhecido fora do estado de Illinois. Ao descer do palanque, começava sua trajetória para se tornar o futuro presidente dos Estados Unidos.

“Minha presença neste palco é improvável”, disse Obama na ocasião. “Sou filho de um estudante estrangeiro do Quênia que veio aos EUA. Minha história é parte de uma maior história americana, que tem fé em sonhos simples: vida, liberdade e busca pela felicidade”. E concluiu com sua famosa frase: “Não há uma América liberal ou conservadora, uma América branca ou negra, há os Estados Unidos da América”.

Em 2007, ele anunciou que seria pré-candidato à presidência dos EUA e, ao longo de 2008, enfrentou uma longa batalha com a senadora Hillary Clinton para assegurar sua candidatura.

Mas a “improvável” história de Obama começa no Havaí, há 47 anos. Seu pai, também chamado Barack Obama, era um aluno negro com bolsa de estudos que viajou de sua pequena vila no Quênia para estudar na Universidade do Havaí. Sua mãe, Ann Dunham, era branca e tinha só 18 anos quando eles se conheceram numa aula de russo. Barack - “abençoado” em árabe - nasceu em 4 de agosto de 1961.

O casamento de seus pais durou pouco. Seu pai deixou a família para estudar em Harvard quando seu filho fez dois anos, voltando apenas uma vez. O menino foi criado pela mãe (que se casou de novo e teve a menina Maya) e pelos avós maternos.

Além do Havaí, Obama morou na Indonésia, em Nova York, onde estudou, e em Chicago, que se tornaria a sua base política. Obama chegou a Chicago em 1985, com um diploma universitário, um mapa da cidade e um novo emprego - organizador de comunidade. Salário inicial: US$ 13 mil por ano (incluindo dinheiro para despesas com automóvel).

Pouco depois, Obama partiu para Harvard, onde se formaria em Direito, em 1991. Lá, viveu dois momentos cruciais. Um foi durante o primeiro verão em que trabalhou numa grande firma de advocacia em Chicago e conheceu outra graduada de Direito em Harvard, Michelle Robinson, que se tornaria sua esposa em 1992 e a mãe de suas duas filhas, Malia e Sasha. Outro foi um triunfo pessoal: Obama chegou às manchetes quando foi eleito o primeiro presidente negro do Harvard Law Review, talvez a mais prestigiada publicação jurídica do país.

Ao se formar, apesar das ofertas para advogar, Obama decidiu seguir carreira política. De volta a Chicago, Obama se juntou a uma pequena firma de direitos civis, criou uma campanha e deu aula de direito constitucional na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago.

Em 1996, ele foi eleito para o cargo no Parlamento estadual representando Hyde Park - a região em South Side que inclui a universidade e alguns bairros bastante pobres. Obama ajudou a mudar as leis sobre pena de morte, ética e perfil racial, e ganhou crédito de impostos para trabalhadores pobres. Mas ele falhou em sua campanha pelo seguro saúde universal.

Passados oito anos como legislador estadual, Obama consegue eleger-se senador, em 2004. Não precisou, portanto, posicionar-se quanto à invasão do Iraque, definida no ano anterior.

Em seu livro “A audácia da esperança”, ele diz que ser senador o poupou de alguns dos “esbarrões e hematomas” que muitos homens negros suportam. Mas também escreveu que havia enfrentado “o ritual de mesquinharias”, incluindo guardas de segurança que o seguiram em lojas de departamentos, casais brancos entregando a chave do carro a ele do lado de fora de restaurantes, confundindo-o com o manobrista. “Eu sei como é quando as pessoas me dizem que não posso fazer algo por causa da minha cor e eu sei o gosto amargo do orgulho negro engolido".

No mesmo ano em que se elegeu senador, Obama ganhou projeção nacional na Convenção Democrata. Desde então, ele tem tido o toque de Midas: escreveu dois livros best-sellers, ganhou um Grammy por ter gravado um deles, saiu capas de revista, colecionou aparições na TV e foi subindo, mês a mês, nas pesquisas de intenção de voto.

Sua inexperiência será posta à prova a partir de 20 de janeiro de 2009, quando Obama assumirá como o primeiro presidente negro da história dos EUA.

Discurso da Vitória


No discurso da vitória, o senador democrata disse que a "hora da mudança chegou à América".

"Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta," afirmou Obama na abetura do seu discurso de vitória.

Obama disse que o caminho que os Estados Unidos têm à frente é difícil e pediu "unidade" para enfrentar os desafios. "Nossa escalada vai ser íngreme. Nós não chegaremos lá em um ano nem em um mandato, mas, América, eu nunca estive tão esperançoso como nesta noite em que nós estamos aqui", disse.

O presidente eleito afirmou que é hora de "sonhar novamente o sonho americano". Ele reprisou várias vezes o "Yes, we can" (sim, nós podemos), um dos lemas de sua campanha, e disse que "tudo é possível".

Nome: Barack Obama
Nascimento: 4 de agosto de 1961, Honolulu.
Educação: Universidade de Columbia, bacharelado; Harvard Law, doutorado juris.
Carreira: Líder comunitário, Projeto de Desenvolvimento de Comunidades, 1985-88; advogado, firma de Miner Barnhill e Galland, 1993-2004; Senado do Estado de Illinois 1997-2004; Senado dos Estados Unidos, 2004-atual.
Família: Casado desde 1992 com Michelle Robinson Obama; duas filhas, Malia, nascida em 1998; Sasha, nascida em 2001.
Hobbies: Basquete, escrever, golfe, pôquer, ler, passar tempo com sua família, assistir ao "SportsCenter" na ESPN.

A concretização de um sonho

Depois de meses de incertezas, as eleições norte-americanas chegaram ao fim. Mesmo já sendo esperado pelo mundo, o resultado dessa disputa não deixa de emocionar a todos.

Mais do que se tornar presidente da maior nação do mundo, Barack Obama ficará para a história por ser o primeiro presidente negro da história de um país marcado pelo preconceito. Assim como disse Bernice King, filha de Martin Luther King, "Meu pai estaria orgulhoso dos EUA por isso. Isto significa que o trabalho pelo qual meu pai e minha mãe se sacrificaram não foi em vão."

O 44º presidente dos EUA, vendeu sonhos durante sua campanha e terá pela frente o desafio de transformá-los em realidade.

Ele terá que correr contra o tempo e assumir o legado deixado por Bush. Enfrentar as guerras e a crise, resultados de um governo marcado por decisões discutidas e criticadas pelo mundo.

Do contrário, corre o risc de não ficar para a história apenas por ser o primeiro presidente negro dos EUA, mas também por se tornar a maior decepção de uma nação e do mundo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Neo-coronelismo paulistano


Para quem achava que o voto de cabresto acabara, ou só resistia lá para os coronéis nordestinos, os paulistanos mostram que a mídia, calgada pelo PSDB, pôde eleger seu candidato, o “pobre e injustiçado” Kassab.

Kassab ganhou votos até dos chamados “vagabundos”, ganhando em 41 das 57 zonas eleitorais. É claro que, o resultado mais expressivo do atual prefeito aconteceu no Jardim Paulista, região nobre da cidade. Lá, Gilberto Kassab obteve 84% dos votos válidos. O bairro já havia garantido a José Serra sua melhor votação em 2004, também em disputa contra a petista. Na ocasião, o tucano conseguiu 75,2% dos votos válidos, contra 24,8% de Marta.

Marta Suplicy, por sua vez, superou Kassab em 16 zonas eleitorais, todas elas em regiões de extremo do município. Parelheiros (77%) e Grajaú (75%), no extremo Sul, e Cidade Tiradentes (69%), na zona Leste, foram os locais nos quais a petista teve seu melhor desempenho.

O candidato do DEM avançou sobre tradicionais redutos eleitorais de Marta. Na Capela do Socorro (zona Sul), região vencida por Marta no primeiro turno por 42 a 32, Kassab bateu a petista no segundo turno por 51 a 49. Na Cidade Ademar, a petista passou de uma liderança de 37 a 32 no primeiro turno para uma derrota por 56 a 44 no segundo.

Pelo jeito, até os “vagabundos” se ofenderam com a campanha “difamadora” da petista. Agora se Kassab tem filhos, é casado, é do partido de base do governo militar, era aliado de Pitta, não importa, a população paulistana o adora!

E que venha 2010, não é mesmo Serra?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Caos em São Paulo


Um seqüestro: 100 horas.

Polícia para quem precisa: Polícia Civil versus Polícia Militar.

Um estado sem governo: Serra de olho na cadeira presidencial, esquece do próprio quintal.

Em um estado em que um seqüestro dura mais de 100 horas, e na mesma semana policiais se enfrentam em luta armada, o que pode se esperar?

Lindembergue Alves, 22 anos, dia 13 de outubro: invade apartamento da ex-namorada, onde encontram-se Eloá Cristina (sua ex), mais 3 amigos. Todos ficam esperançosos já que Lindembergue liberta dois amigos de Eloá no início do seqüestro, não se sabia que noites e dias estavam por vir. Nayara e Eloá demonstram ter um forte laço de amizade, já que a amiga libertada retorna ao apartamento (fato ainda sem explicação) para acompanhar o desfecho do caso.

Sexta-feira, dia 17 de outubro: a semana inteira o seqüestrador não demonstrou vontade de se entregar, foi agressivo com as reféns, em especial com Eloá, conversas com os negociadores demonstravam a total falta de estrutura psicológica, a polícia perdera cinco chances de acabar com o seqüestro com um tiro de um atirador de elite (direitos humanos? onde estão os direitos de Eloá? e os de Nayara que ainda nem sabe que a amiga não resistiu aos ferimentos).

A invasão da polícia é outro fato não explicado, dizem que um disparo foi ouvido, mas como não pensar que a porta poderia estar trancada com algo mais que a chave? Lindembergue teve toda a chance de agir, atirou nas meninas e não se entregou, teve que ser removido a força.

Nayara desce as escadas correndo, sangrando, mas aparentemente bem. Eloá nos braços de um policial, desacordada. Chegam ao hospital, Nayara com um tiro na face, caso menos grave. Eloá um tiro na virilia e outro na cabeça. Anunciam a morte da menina, desanunciam logo mais. Um sábado de espera, protocolo de morte cerebral, anunciada a morte definitiva da adolescente.

Show Midiático

Durante todo o seqüestro, um show se instalava na mídia. Lindembergue era o grande astro do espetáculo, agenda lotada! Recebia ligações, era o tal. Quando podia-se imaginar que um “Zé ninguém” seria disputado por todas emissoras de TV? Falaria ao vivo em programas de entretenimento (?)?

A mídia informava, o sequestrador. E ele, sentia-se um rei, poderoso...poderoso.

Guerra dos Mundos

No meio da semana, o "seqüestrador-rei" perdia uns minutos na TV para o embate das polícias.

Policiais civis em greve, queriam negociar com o tal, governador, impedidos pelo Choque, chocaram-se duas instituições que deveriam nos proteger de “Lindembergues”.

Para Serra, governador (?), o confronto teve cunho político eleitoreiro, e a mídia? Achou isso mesmo, deu voz apenas ao presidenciavel e calou-se.

Doadora de vida

Eloá não poderá mais conviver com os amigos, navegar na internet, por fotos no Orkut. Assassinada por aquele que dizia ama-la, a garota vai ficar nas lembranças de familiares e amigos, e também em pedaços, órgãos doados pela família, outras pessoas poderão continuar a viver com um pedacinho de Eloá...a renovação da vida.

Pesames

À família, aos amigos...

À polícia

Ao estado de São Paulo

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Reforma Ortográfica


Nesta segunda-feira, 29 de setembro, o presidente Lula assina o decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. A assinatura será durante sessão solene de celebração dos cem anos da morte de Machado de Assis. (Será que “Machadão” - como diria minha professora Patrícia do Ensino Médio – aprovaria as mudanças?)

As mudanças da ortografia entram em vigor em janeiro de 2009 e a implantação do acordo será feita de forma gradual, com um período de transição até 2012. As novas normas chegarão aos livros escolares já em 2010. Entre as mudanças na escrita estão o fim do trema, mudanças no emprego do hífen, inclusão das letras w, k e y no idioma, além de novas regras de acentuação.

A expectativa do governo é de que a reforma ortográfica – assinada em 1990 e ratificada pelo Brasil em 1995 – amplie a cooperação internacional entre os países de língua portuguesa ao estabelecer uma grafia oficial única do idioma. A medida também deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Brasil e Portugal, além de ampliar a divulgação do idioma e da literatura.

Algumas das mudanças me pareceram estranhas, outras já são hábito, como a inserção das letras W, K e Y no alfabeto, elas são usadas em nomes próprios e algumas palavras adaptadas da língua inglesa e deveriam fazer parte de nosso idioma há um bom tempo. Já o desaparecimento do trema é algo complicado, a pronúncia das palavras mudam, “Tranqüilo” vira “Tranquilo”. O acento agudo também desaparece em certos casos, o que transforma a palavra “Idéia” em “Ideia”. O acento circunflexo de “enjôo” vira “enjoo”, desaparecendo em palavras com duplo “o” e duplo “e”. Some também o acento diferencial, que serve para diferenciar palavras como: pára (do verbo parar) e para (preposição), vira tudo uma coisa só (Como vamos distingüir no MSN?). E o pobre do hífen, que quase sempre é utilizado de maneira incorreta (ao menos por mim), também vai-se embora. Ele some quando o segundo elemento da palavra começar com “s” ou “r”, por exemplo: “anti-semita” vira “antissemita” (dobrando o “s”).

Também há as mudanças em Portugal, onde cerca de 1,6% das palavras serão mudadas. Os portugueses deixarão de escrever “Húmido” e passarão a escrever “Úmido”. Assim como as consoantes mudas sumirão em palavras que essas letras não são pronunciadas, exemplo: “Acção” vira “Ação” (Com essa eu concordo).

Agora é correr atrás para reaprender as regrinhas básicas, que são necessárias a quem não quer assassinar o “mal falado” Português!

fonte: G1

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma antiga vergonha atual


Assistindo ao Fantástico na rede Globo, vi uma reportagem sobre o desmatamento da Amazônia. Na volta dos intervalos, depoimentos de fotógrafos que testemunharam as queimadas. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, as fotos desses profissionais nos chocam e ao mesmo tempo nos revoltam.

Tenho 24 anos e desde que me conheço por gente falam da destruição da Amazônia. Uma prova disso foi que na mesma semana numa reportagem do Profissão repórter, Caco Barcellos relembrou a sua primeira visita à região falando sobre a destruição em 1988, já se foram 20 anos e posso dizer que, não continuamos na mesma, continuamos com a destruição sim, mas agora em proporções bem maiores.

Hoje temos informações diárias sobre meio ambiente em vários veículos de comunicação, chegando ao alcance da população sem importar a classe social, mas mesmo assim pessoas continuam jogando lixo pelas janelas dos ônibus e carros, que ao seus olhos pode ser apenas um papel, mas não deixa de ser um lixo que não deve ser jogado no chão. Alguns transportes públicos tem lixeira que é e pode ser usada, mas muitas vezes a preguiça "domina" o cidadão que considera cesto de lixo “tão longe” e a janela “ali pertinho”, é bem mais fácil esticar o braço e jogar pela janela (podemos imaginar a casa dessa pessoa, ou tem um cestinho de lixo em todos os comôdos ou é uma verdadeira pocilga). E aquele transporte que não tem lixeira não dá o direito da pessoa jogar o lixo pela janela? Há sempre um solução, temos bolsa, mochila, bolsos, ou então a nossa mão mesmo.

Mas o que atrapalha esse processo de conscientização das pessoas, principalmente, daquelas que estão participando ativamente na destruição da Amazônia é a ganância por dinheiro, o desejo do poder e a falta de amor. Árvores centenárias que foram consumidas em minutos pelas chamas ou por serras elétricas que para essas pessoas representam apenas um dinheiro a mais na conta bancária.

"Sinto vontade de pedir desculpas em nome da minha espécie" relata o Fotógrafo Rodrigo Baleia quando se deparou com a destruição da Amazônia.

Temos vergonha do que está acontecendo e voltamos àquele texto do Manuel Bandeira, “Bicho Homem”, mas não no contexto do texto, podemos usar como exemplo de que o animal mata o outro para sobreviver, para comer, defender o seu território ou sua cria, a natureza derruba as árvores quando necessário na floresta, mas ela tem um propósito de Renovação e Crescimento. Vendo um árvore sendo derrubada naturalmente percebemos que ela não derruba nada em volta tudo é muito calculado e nenhum animal se prejudica com essa atitude da natureza.

Já o bicho homem....bom em primeiro lugar, tem um prazer em destruir e ganhar dinheiro a todo custo, mesmo que esse custo mais cedo ou mais tarde volte como aquecimento global, falta de água potável e péssimas condições de vida ....e espero que não pensem que isso está longe de acontecer....


Fonte: Site Fantastico - Rede Globo
Foto: Rodrigo Baleia

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A maldita queima do sutiã


Mulheres com uma idéia na cabeça e sutiãs em mãos, a queima, dos valores machistas.

Isso não aconteceu, acredita? Pois é, o episódio da queima de sutiãs é lenda!!

O que aconteceu foi o seguinte: No dia 7 de setembro de 1968, enquanto Jordi Ford era eleita Miss América e, do lado de fora do teatro, uma centena de mulheres gritava lemas de protesto, a história eternizava um episódio que, na realidade, nunca aconteceu: a queima de sutiãs em praça pública. Para protestar contra a ditadura da beleza que estava sendo imposta às mulheres de seu tempo - o degradante símbolo burro-peitudo-feminino, como dizia o manifesto divulgado naquele dia - mulheres de vários estados americanos saíram às ruas de Atlantic City levando símbolos de feminilidade da época: cílios postiços, revistas femininas, sapatos de salto alto, detergentes e sutiãs. Elas organizaram uma "lata de lixo" onde todos os apetrechos seriam queimados. Mas a queima não chegou a ocorrer. "A prefeitura não autorizou o uso de fogo", diz a feminista americana Amy Richards. [fonte:Que mulher é essa? - Revista Super Interessante]

Quarenta anos depois os ideais pelos quais essas mulheres lutavam (feministas), parecem meio conturbados, transformados em uma coisa qualquer, menos igualdade.

A luta de nossas antepassadas era válida, queriam direitos iguais. Independência, talvez de seus pais e maridos opressores, queriam poder amar sem medos, queriam viver plenamente e a opressão do sistema machista em vigor as impediam disso. Por isso queriam ser iguais!

Mas como sabemos, mulheres não são iguais, talvez por terem que lutar sempre para conquistar o que desejam, acabamos por adquirir uma carga, talvez, pesada demais. Não que a luta por direitos tenha sido (ou é) equivocada, mas a forma pela qual nos foi jogada mais responsabilidades, em minha (ainda em formação) opinião, foi (e é) equivocada.

Conseguimos direitos importantes, como o direito a voto, o direito a entrada no mercado de trabalho, em condições “iguais” entre outros.

E as responsabilidades? De trabalhar (muitas vezes para sustentar a casa), cuidar dos filhos e afazeres domeśticos, ser esposa dedicada, feminina, estudar cada vez mais ... O que vejo são mulheres sobrecarregadas, casamento, filhos, carreira... ser mãe(algumas são mãe/pai), mulher, profissional competente. Tudo isso e ainda aguentar salários menores e falta de reconhecimento, seja no serviço ou em casa.

Mulheres tem crises existenciais, tem surtos (TPM), tem sonhos como casar em um sítio e ter filhos lindos de cachinhos (tá, sonho meu, confesso), e sonha em conseguir um lugar no mercado de trabalho, mas torce para que isso não atrapalhe os sonhos anteriores (considerados bucólicos), mulheres têm se tornado "machos" para não mostrar seu lado sensível, seu lado frágil, porque fragilidade é coisa do passado, o sexo frágil não existe.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ossos do Ofício



Todo mundo já passou por aquele dia em que pensa: "Acho que vou desistir"... Muitas vezes eu acabo pensando assim. Seja por um problema no trabalho, na faculdade ou em casa, às vezes dá vontade de largar tudo...



Semana passada, eu pensei isso com relação à profissão que eu escolhi. Muitas pessoas acham que estudar jornalismo é maravilhoso, muitos têm uma visão errada da profissão. Acham que é sinônimo de glamour, sucesso, fama, etc. Pensam que todos os jornalistas levam a vida do William Bonner, Fátima Bernardes, e tantos outros que estão na TV. Mas quem escolheu essa carreira sabe que nem tudo é tão fácil assim.



Quem escolhe ser jornalista faz isso por amor à profissão. O jornalismo é uma carreira apaixonante, contagiante, é uma força que corre nas veias de cada um dos profissionais do mundo. Mas, mesmo assim, em alguns momentos é complicado ter certeza de que essa foi a escolha certa. Esse é um mercado extremamente competitivo, e nós que já fazemos parte dele sentimos isso à cada dia. Sentimos isso quando o seu editor corrige tudo e você sente como se não soubesse nada, quando você enfrenta situações perigosas, quando você acha que não vai conseguir cumprir seu dead line e o tempo corre contra você, quando temos que ir a lugares que jamais pensaria que fosse e presenciar situações que desejariamos nunca ver, e em diversos outros momentos que fazem parte do nosso dia-a-dia.



Essa semana, quando tive essa vontade de largar tudo, recebi um e-mail que me fez ter certeza de ser jornalista realmente é meu destino.Esse e-mail trazia alguns trechos de uma entrevista do Caco Barcellos, onde ele falava sobre a escolha dessa profissão.No final dessa entrevista ele deixou um conselho para os iniciantes: “Não se iluda com que a coisa seja fácil. Batalhe”. Essa frase dele me fez pensar. Se ele que é um jornalista conhecido, com uma carreira sólida, lutou e conseguiu vencer nessa carreira tão complicada ainda acha que não é fácil ser jornalista, então todos nós que estamos começando não podemos desistir nesse momento.



Afinal, ninguém nos disse que seria fácil...

Síndrome de Amor


Desde que este blog foi ao ar, penso em temas que se tornariam textos agradáveis e interessantes aos nossos leitores (espero que existam,rs). E este universo feminino, me conquista a cada dia, a força das mulheres, seus anseios, medos, amores, suas esperanças...

Pela manhã, em meu “ritual” diário de leitura na internet, caí na página da revista Época, em uma reportagem chamativa, de apelo emocional, principalmente para uma mulher. O que despertou minha atenção no início foi o título (junto da foto), claro. Mas a maneira pela qual o texto foi estruturado e escrito, me fez lê-lo até o fim, e valeu a pena. Uma aula de texto, humanizado (coisa que tive que (re)aprender na marra no semestre passado, na redação do nosso “Preto no Branco”, mas essa é outra história).

Interessante como um texto te leva bem próximo de uma realidade “distante” e te faz, durante a leitura, viver esta realidade, sofrer e vibrar. Talvez seja isso que me faça escrever, trazer uma realidade à outras pessoas, transformá-las, nem que seja por um só instante, mover vidas, ensiná-las. Não que tenha a pretensão de ser professora, mas a cada letra aprendo algo, que pode ser também útil à quem lê. Tenho certeza de que a autora do texto “Mamãe é Down” aprendeu muito, durante a apuração e muito mais durante a redação, pois é nesta hora que os valores são traduzidos em palavras e absorvidos como nossos.

Do que se trata?

O texto “Mamãe é Down” de Solange Azevedo, conta a história de Gabriela e Fábio, um casal apaixonado, que teve como fruto deste amor, Valentina. Ué, e o que há demais nisso? Maria Gabriela tem síndrome de down e Fábio é deficiente intelectual. Gabriela se destaca por ser ativa, não desistir e por ter mudado a vida de Fábio. Junto deles, a família é a base que apoia e sustenta, dando o que eles precisam. Laurinda, mãe de Gabriela, se mostra uma mulher batalhadora, forte, daquelas em quem podemos nos inspirar. E a pequena Valentina, hoje com 5 meses, é pura vida. A garota não herdou a síndrome da mãe, nem a deficiência do pai.

“A probabilidade de uma mulher Down gerar um filho com a síndrome é de 50%”, diz o pediatra Zan Mustacchi, responsável pelo Departamento de Genética Clínica do Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo. Pelo menos metade dos embriões Downs não chega a nascer. Terminam em abortos espontâneos.

Uma mulher pode gerar um filho, pode amar, pode ser feliz, não importa quais dificuldades ela tenha, mulheres nasceram para amar, se doar. Laurinda, avó de Valentina, mostra essa doação e o amor característico de uma mulher. Gabriela é a força, superação. Valentina é a esperança de cada mulher, a inocência que nos faz acreditar que tudo pode ser mais bonito.

Mulher

Ela é o sexo frágil
Será que o nome combina?
É mais forte do que pensam
Ela é uma heroína
É a fonte do amor
É inspiração divina.

No trabalho se destaca
Com coragem e bravura
No lar ela é a rainha
De amor e de ternura
Deus fez deste ser completo
A mais doce criatura.

Quer na força das idéias
Quer na força do braço
No trabalho ela conquista
Com bravura seu espaço
Com luta e persistência
Ela avança passo a passo.

Mesmo na adversidade
Ela nunca desanima
Uma palavra amiga
Eleva sua alta estima
Pronta para recomeçar
E dar a volta por cima.

A vida pública para ela
Já se tornou rotineira.
Na hierarquia política
Ela é a dama primeira
É a base da família
Essa grande companheira

Parabéns pelo seu dia
E também pela conquista
Busque seu objetivo
Se mantenha otimista
O caminha está aberto
Vá em frente não desista.


de Adisio Araújo
do site

domingo, 7 de setembro de 2008

Esta Vida Simples...


Meu trabalho exige que eu esteja grande parte do tempo nas ruas da grande São Paulo. Muitas vezes chego a ir de uma região a outra em poucas horas. Este contato direto com a realidade produz em mim muitas vezes indignação, alegria, espanto... Mas na maioria das vezes procuro enxergar todo aquele turbilhão de cenas cotidianas em algo que me traga coisas positivas.

É comum durante as tardes na periferia da cidade ver crianças livres, talvez um tanto abandonadas, confesso, mas soltas sem preocupação, tendo muitas vezes os objetos mais improváveis como brinquedo. Elas se divertem. Há sempre um sorriso no rosto. Uma cena que me chama muita atenção é o horário em que verdadeiros contingentes de crianças e adolescentes invadem as ruas enquanto suas mães os esperam. Elas tentam, como aves zelosas, mante-los todos por perto. Do outro lado da rua seguem aquelas que voltam do supermercado com as mãos abarrotas por pequenas sacolas. Mais adiante há sempre uma senhora que cuida das plantas, enquanto outras deitam suas filhas no colo para examinarem seus cabelos. Aos poucos a estreita rua começa a ganhar um cheiro peculiar, cheiro de refeições simples que sustentam toda uma população.

Vendo todas estas cenas penso na minha infância, época maravilhosa em que a única preocupação era ir para a escola no dia seguinte. Ah como sinto falta do aconchego daquela avó que sempre me esperava na janela e que quando eu me atrasava, um pouco que fosse, não tirava os olhos cansados do relógio da cozinha. Quando era criança ainda não era tão comum ver as mulheres trabalhando fora, por isso elas estavam sempre por perto vigiando nossas brincadeiras e nos repreendiam dizendo "Esta bola vai destruir minhas plantas!!!"

Aquela era uma vida simples, hoje me parece nostálgica. Ainda me lembro que estas mesmas mulheres quando viam se aproximar as quatro da tarde, corriam para dentro de suas casas para ajeitarem o jantar, muitas delas esperavam seus maridos. Algumas no portão, outras até mesmo na esquina. Vida de mulher simples que tinha naquele espaço chamado vila, o cenário de toda uma história. Hoje na nossa classe média, poucos estão em casa antes das oito, as mulheres trabalham cada vez mais e as crianças tem atividades diversas que as impedem de correr pela rua.

Analisando minha vida, que caminha para ser como a das mulheres a minha volta (corrida), penso nas poucas delícias da vida humilde e simples daquelas que observo pelas ruas dessa grande cidade. Creio que há uma beleza no cotidiano dessa gente e que bom que de longe posso vê-la e aprecia-la.

Todas as vezes que ouço a maravilhosa canção de Chico Buarque, cotidiano, penso nessas mulheres. Acho que esta música retrata a beleza que há nelas e na vida que elas representam. Se me garantissem que se optasse por seu uma adepta dessa vida provinciana seria cantada nos versos deste grande poeta, sim, sim eu seria mais uma delas !!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A palhaçada dos palhaços sem platéia

Estava sábado (30/08) esperando a minha irmã na Avenida Mateo Bei, quando passou uma carreata de um Doutor que quer se eleger para vereador.

Vários carros com bandeiras e adesivos colados ,mas o que mais me chamou a atenção, foi no momento que o doutor passou e quase parou em frente ao ponto de ônibus, onde estavam algumas pessoas (maioria mulheres), e o político começou a acenar para elas. Do jeito que elas estavam, continuaram sem esboçar nenhuma reação.

Estava indignada com a carreata e as buzinas, mas depois da cena fiquei pensando ...Será que as pessoas finalmente entenderam o sentido da palhaçada? Ou estão cansadas do teatro? Ou ainda pior, será que perderam toda a esperança que tinham de uma política correta, transparente e sem corrupção ou privilégios absurdos?

Bom hoje é quinta feira, e ainda não tenho uma resposta definida.

A política é interessante e é sim para ser discutida.

São tantos candidatos que as vezes nos surpreendemos, como ex apresentador de tv e ex jogador de futebol...na escola aprendemos sobre a grande responsabilidade que é a política, e pensamos: Nossa como existem pessoas que querem ter essa enorme responsabilidade! Que bom para a população. (palhaçada)


Quando não é ano de eleição por acaso alguém (sem falar os escândalos nos jornais) vê o "vereador do bairro" fazendo alguma coisa? Acredito que não, pois só aparecem os sorrisos dos adesivos, faixas, planfletos, aperto de mão e beijinhos nas criancinhas pobres nos meses próximos da eleição. É um verdadeiro circo, e só espero que a platéia desta vez participe, entre sem pagar ingresso, e não ria das palhaçadas, para que no final do espetáculo, quando os palhaços tirarem a maquiagem, perceberem que a platéia mudou, e que ficou tudo mais sem graça.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Estreiando no blog .....Light

Aê .....finalmente estou escrevendo para blog mais feminino que conheço...bom formado por 5 futuras jornalistas (loucas !!!!) que tem uma afinidade incrivelmente maravilhosa!!!
Bom vamos ao que interessa...estamos no 6° semestre e começou a era dos trabalhos e .....por incrível que pareça não chegamos ao stress de todos os semestres...os nossos trabalhos são considerados filhos (por isso podem acreditar que somos as mais "parideiras" do Brasil).
Os partos mais sofridos são os trabalhos que temos mais orgulho. Conseguimos essas proezas pois nos dedicamos e prestamos atenção nas aulas, principalmente as de segunda feira. (rsrsrs)
Este blog é um compromisso de todos os dias, por isso ta liberado o chá das 5 cinco pra todo mundo!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mulheres Olímpicas


Com a preguiça característica (vide perfil), meu primeiro post, vem de um texto já escrito por mim, nem faz tanto tempo assim, mas acho pertinente, afinal esse blog é feito por mãos femininas, então, o que melhor que contar a história das mulheres em Olímpiadas?


A passagem das mulheres em Olímpiadas

Com as Olímpiadas na China atraindo olhares em todo mundo, vamos passear pela história dos Jogos que atraem a atenção de todas as nações, e buscar algumas das notáveis mulheres que já passaram por esta competição. Os primeiros Jogos realizaram-se na Grécia Antiga no ano 776 a.C., como uma importante celebração e tributo aos deuses. Em 1896, um aristocrata francês, Barão de Coubertin, recuperou os Jogos [que foram proibidos pelo Imperador Romano Teodósio I em 393, por serem uma manifestação do paganismo]. Foi uma tentativa de reavivar o espírito das primeiras Olimpíadas, que passaram a ser realizadas de quatro em quatro anos desde então (como a tradição grega), tendo sido interrompidos apenas durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

As Olímpiadas são data marcada em todos calendários, sendo usada como espaço para confronto político, Massacre de Munique em 1972, e também como forma de reconciliação entre os povos, como a Coréia do Norte e do Sul que desfilaram sob uma única bandeira em 2000 e 2004.

E a mulher, onde entra nessa história?


Em Paris, “quer forma mais 'Chick'? - 1900, só tenistas e golfistas concorreram. O torneio de golfe foi totalmente improvisado. Tanto é que a vencedora, a norte-americana Margaret Abbott, morreu em 1955 sem saber que disputara um evento olímpico. Já o tênis foi mais organizado, e quem levou o ouro foi Charlotte Cooper, vencedora de Wimbledon em 1895, 1896 e 1898.

Em Saint Louis-1904, só houve tiro com arco. Em Londres-1908, as mulheres deram flechadas, patinaram e jogaram tênis. Em Estocolmo-1912, elas puderam pular na piscina, disputando os 100 metros livre (ouro para a australiana Fanny Durack), o revezamento 4x100 metros livre (vitória da equipe britânica) e saltos ornamentais (a adolescente sueca Greta Johansson, 17, venceu). Em Amsterdã-1928, foi quando as mulheres entraram no atletismo.

As brasileiras só surgiram no cenário Olímpico em Los Angeles-1932, a nadadora paulistana Maria Lenk foi a única moça entre 81 homens que a delegação levou para os EUA. Ela, porém, não passou das eliminatórias e só teria melhor desempenho em Berlim-1936.

No século passado, no esporte feminino muitos nomes viraram lendas, como a romena Nadia Comaneci (1ª ginasta a ganhar nota dez) e a norte-americana Florence Griffith-Joyner, a mulher mais rápida do planeta (fez os 100 m em 10s49). Ela teve uma morte precoce, em 1999, sob suspeita de utilização de doping.

E a primeira medalha de ouro conquistada por uma mulher brasileira só veio em Atlanta – 1996, com Sandra Pires e Jacqueline derrotando a dupla, também brasileira, Adriana Samuel e Mônica Rodrigues. Foi a primeira e única medalha de ouro olímpica de uma atleta brasileira.

E agora em Pequim – 2008, a primeira medalha do Brasil veio com uma mulher, Ketleyn Quadros. Ela conquistou o bronze no judô, fazendo história, por ser a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha individual.

Ps: texto escrito antes da conquista de Maurren e do vôlei feminino.

Maurren Maggi foi a primeira mulher a ganhar um ouro individual, com uma história de superação pós suspensão por doping, a atleta foi a Pequim e trouxe uma das poucas douradas que o Brasil conquistou nesses Jogos. Dando destaque também, a conquista do vôlei de quadra feminino, conseguindo o primeiro ouro, depois da traumática eliminação para as russas em Atenas 2004.