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terça-feira, 28 de setembro de 2010

A gente aprende


Atenção jovens que irão prestar vestibular! Pesquise sobre a profissão que escolheu, fale com pessoas que já atuam na área, pois, temos uma ideia muito limitada das profissões quando estamos com a ficha para preencher qual área você escolherá. Geralmente fazemos isso com 17, 18 anos, é cedo? É. Mas também não dá para ficar adiando o amadurecimento.

Meu irmão tem 16 anos, e já está terminando o ensino médio, ele faz 17 em dezembro, e acha que já escolheu o que quer fazer na faculdade: Engenharia Civil, mas será que ele sabe mesmo o que esse profissional faz?

Se você é mais apto para humanas, exatas ou biológicas é fácil de saber, agora, dentre elas escolher algo que queira fazer é mais complicado. Eu sempre quis fazer jornalismo. “Sempre”. Mas, confesso, tinha uma noção bem mínima do que é ser jornalista. Eu queria poder comentar futebol, ponto. Quando você entra na faculdade e o tempo vai passando, seu leque se abre naturalmente. Eu amadureci muito no período de faculdade.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Profissão Perigo: 95 jornalistas mortos em 2008


O ano de 2008 termina com 95 jornalistas mortos no exercício da profissão. Esse é o resultado de levantamento realizado pela organização Campanha Emblema da Imprensa (PEC), que acompanha os números da violência contra profissionais de imprensa desde 2006. Apesar do número elevado, é o melhor resultado em três anos. Em 2006 foram 96 mortes e em 2007, 115.

“A segurança de funcionários das empresas de mídia se tornou um problema. Sessenta anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, as violações da liberdade de imprensa acontecem em várias regiões do mundo”, afirma a presidente da entidade, Hedayat Abdel Nabi.

O Iraque continua sendo o país com mais jornalistas mortos. Foram 15 desde janeiro. Porém, o número é pequeno se comparado com 2007 e 2006, quando 50 e 48 profissionais foram mortos respectivamente.

O México é o segundo país no ranking, com nove jornalistas mortos, seguido pelo Paquistão, com oito. Houve mortes de jornalistas em outros 29 países, incluindo o Brasil, com um registro.

Segundo os cálculos da entidade, nos últimos anos foram assassinados uma média de dois jornalistas por semana, sem contar as centenas deles que foram feridos, seqüestrados, ameaçados, ou presos em países como Mianmar, China, Zimbábue ou Eritréia.

Segundo a PEC a situação dos jornalistas piorou em 2008 no México, Paquistão, Índia, Tailândia, Rússia, Filipinas, Geórgia e Croácia.

Além do Iraque, a PEC constatou melhorias na Somália, onde se registraram dois mortos, contra oito em 2007, e no Sri Lanka, onde houve dois falecidos contra sete do ano passado.

Para a PEC a grande maioria dos jornalistas assassinados foi alvo em razão de sua profissão.

"Trata-se de assassinatos deliberados destinados a eliminar um indivíduo, em razão de suas investigações ou de suas opiniões contrárias às de grupos armados, de grupos políticos, de organizações criminosas ou de interesses locais", diz o comunicado emitido pela entidade.

Que as filas de vestibulandos, que só crescem para o curso de jornalismo, não pensem que essa profissão vive de glamour, pois muitas vezes, os profissionais da área são só mais um número, mais uma voz silenciada pelo poder, pelas guerras, pelo dinheiro.